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Pressão? Qual pressão? João Sousa está nas meias-finais do Estoril Open

O melhor tenista português está nas meias-finais do Estoril Open e, se dúvidas restassem, abanou por completo o trauma que tinha no torneio. João Sousa bateu (6-3, 1-6 e 6-0) Kyle Edmun, o britânico que é o 23º melhor jogador do ranking, e vai defrontar o grego Tsitsipas na próxima ronda

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Carlos Rodrigues

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Alguém com 29 anos, a jogar não na sua terra, mas no seu país, que nos últimos três anos fora sempre eliminado à primeira ronda no torneio onde toda a gente, incluindo ele, mais esperava que batesse bolas até chegar bem longe, estaria por certo nervoso e ansioso - mas só ao primeiro jogo. A partir daí, quebrada a barreira mental, João Sousa foi jogando e batendo essas bolas e correndo e cansando-se até encontrar-se com Kyle Edmund, um inglês com quem jogou várias vezes pares, nos quartos-de-final.

E, ao terceiro encontro, o português livrou-se de quaisquer sinais de ainda sentir pressão. Ganhou ao 23º melhor tenista do mundo em três sets, o último em branco, ignorando o cansaço que deverá sentir quem também se vai aguentando na variante de pares (o português está nas meia-finais, com Leonardo Mayer) para garantir a passagem à penúltima fase do Estoril Open.

João Sousa está nas meias-finais do torneio e vai jogar, no sábado (nunca antes das 15h) contra Stefanos Tsitsipas, o grego de 19 anos que se está a tornar em algo parecido a uma nova sensação da terra batida (perdeu, na semana passada, a final do ATP 500 de Barcelona contra o imbatível Rafael Nadal).

Será a 16ª meia-final da carreira do melhor tenista português, a oitava em terra batida. Aos 29 anos, ele está a um jogo de igualar o feito de Frederico Gil, cuja epopeia até à final aconteceu já em 2010. Oito anos volvidos, Portugal volta a ter um jogador, pelo menos, nas meias-finas do Estoril Open.

  • Se todos os Sousas fossem sempre assim

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    Foi uma batalha de quebras de serviço, match points salvos, potentes esquerdas e amortis tecnicamente sem espinhas. Ao contrário do que se vê no ranking, houve muito pouco a separar João Sousa de Pedro Sousa na terra batida, onde só após mais de 2h30 de jogo é que o teoricamente melhor dos Sousas conseguiu, na prática, levar o melhor do outro (4-6, 7-6 (1) e 7-5). João Sousa está nos quartos-de-final do Estoril Open