Tribuna Expresso

Perfil

Um Azar do Kralj

Um Azar do Kralj lembra que já há uma petição para levar Lindelöf a uma barbearia

Houve outro defesa central que mais parecia Luisinho e Salvio, que Um Azar do Kralj diz que já teve honras no Benfica de Património Imaterial da Humanidade, pode em breve ter de ficar ao cuidado do banco de suplentes

Vasco Mendonça e Nuno Dias, Um Azar do Kralj

MÁRIO CRUZ/LUSA

Partilhar

Ederson

Uma mão cheia de defesas atentas, algumas de elevado grau de dificuldade, não foram suficientes para mascarar o segundo bailinho da Madeira que o Benfica levou em cinco dias. A certa altura, pareceu-nos que era Ederson e menos dez, uma variante da expressão que gostaríamos de não voltar a utilizar.

Nélson Semedo

O melhor da defesa benfiquista, e nem assim se livrou de alguns calafrios, nomeadamente um, aos 34 minutos, em que foi comido de cebolada quando tentava proteger a bola do adversário rumo à sua linha de cabeceira, num lance que revelou a necessidade de virar mais alguns frangos no que toca a alguns confrontos físicos. Um lance ofensivo bem intencionado, aos 31’, colocou a bola nas imediações do Edmundo. Nélson Semedo não percebeu, porém, que a ovação no estádio era o festejo do segundo golo em Kiev. São estes momentos que dão ainda mais confiança aos jogadores. Não lhe digam a verdade.

Luisão

Muito bem poupado para o jogo com o Sporting. Isso ou podemos dizer que foi uma noite para esquecer, com inúmeros erros de marcação e lentidões várias, que o fizeram parecer mais Luisinho do que Luisão. Assim não.

Lindelöf

A situação começa a tornar-se dramática. Por isso mesmo, convidamos todos os benfiquistas preocupados a aderirem a esta causa. Só se nos mantivermos unidos seremos capazes de convencer Lindelöf a visitar um barbeiro antes do Benfica-Sporting: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT83833

André Almeida

O Nápoles explorou mais o flanco direito na primeira parte, dando a André Almeida uma falsa sensação de controlo que viria a desmoronar-se na segunda metade do jogo. O momento alto da sua exibição foi uma bolada, aos 64’, que acertou em cheio na cabeça de Callejon. Porquê o momento alto? Foi uma das primeiras vezes que o vimos utilizar correctamente o pé esquerdo. Se for capaz de repetir este lance com Gelson, no próximo domingo, os adeptos não esquecerão o gesto.

Fejsa

Descobrimos hoje que Fejsa não falhava um passe desde o jogo com o Moreirense. Ljubomir entregou-se estoicamente à rabia com que o Nápoles presenteou o meio-campo e a defesa benfiquista, procurando humildemente anular as triangulações infinitas do adversário. Tem contra si o facto de ainda não conseguir estar em três locais ao mesmo tempo, assunto que deveria preocupar a estrutura.

Pizzi

Conseguiu a proeza de chegar a alguns lances depois da própria sombra. A fama de novo Zidane ultrapassou fronteiras e o rapaz viu-se mais acossado do que é habitual, apesar de ter tido o mesmo número de oportunidades para liderar a construção do ataque. A única diferença é que teve de o fazer num meio-campo povoado por jogadores do Nápoles sedentos de bola, com ou sem a mesma. Em suma, a bola foi circulando, mas sem os desequilíbrios habituais nas jogadas. Continua a ser parte da solução, mas momentos houve em que se viu feito num oito, expressão interessante porque Pizzi não é bem um 8 e, vá, também não é bem Zidane - mas mantém-se de pedra e cal neste onze.

Salvio

Uma notificação curta e grossa, à espera no ecrã do telefone, diz-nos “Benfica perde, mas qualifica-se”. É um bocadinho como as últimas semanas de Salvio: joga mal, mas continua a ser titular. A sua relação com os adeptos benfiquistas já foi património imaterial da Humanidade, mas tem-se vindo a degradar. Neste momento, o melhor cuidado que lhe podemos oferecer é uma temporada no banco de suplentes.

Cervi

Um dos primeiros jogos esta época em que claramente lhe faltaram centímetros e/ou massa muscular. O segundo jogo da época em que lhe faltou um lateral esquerdo. Dois problemas que, como já é habitual, serão resolvidos a seu tempo com trabalho de ginásio.

Gonçalo Guedes

Tropeça literalmente de ternura pela bola, mas foi a alma da equipa enquanto esteve em campo. Num jogo cada vez mais condicionado pela pretensa racionalidade dos dados estatísticos, Gonçalo Guedes pode ter falhado uns quantos passes aqui e ali, mas continua a marcar golos no nosso coração. Quando alguém souber por que foi substituído, diga-nos.

Jiménez

O mexicano sabe que a sua titularidade, como a vida ou a recapitalização da Caixa, é uma condição frágil, e tudo tem feito para demonstrar que quer e merece um lugar no onze. Voltou a marcar num lance que teve tanto de futebol latino quanto de manuais de auto-ajuda. Veremos se as ganas e a illusión conseguem coexistir com o Pistolas.

Rafa

As suas aparições em campo têm parecido uma sequência de teasers e trailers de um novo episódio do Star Wars. Dá para ver o filme completo de uma vez por todas?

André Carrillo

Deve estar a guardar-se para o jogo contra o Sporting - desde Agosto, note-se.

Mitroglou

Entrou para segurar a derrota. Cumpriu.

A crónica de hoje é dedicada a Éderzito Mendonça, aqui referido a 11 de julho, nascido às 2:56 da última madrugada."