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Um Azar do Kralj

Se Júlio César é Manuela Ferreira Leite, isso faz de Rui Vitória o quê? Jerónimo, diz Um Azar Do Kralj

Num jogo de semelhanças, os autores da página Um Azar Do Kralj foram a votos

Vasco Mendonça e Nuno Dias, Um Azar Do Kralj

Maurizio Lagana/Getty

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Júlio César (Manuela Ferreira Leite)

Fácil. Foi uma das pouquíssimas pessoas lúcidas num colectivo que foi o maior derrotado da noite. Fez os possíveis por evitar um resultado pior e mais não se lhe pode pedir nesta fase da sua carreira.

André Almeida (Pedro Passos Coelho)

Mantém a titularidade por exclusão de partes, isto apesar de já ninguém acreditar nele nem ver no seu desempenho aquilo de que a equipa precisa para voltar a discutir vitórias.

Luisão (Valentim Loureiro)

Nenhum deles parece ter vontade de sair de cena ou saber fazê-lo. Sempre que falam dizem meia dúzia de coisas eloquentes como se o povo ainda estivesse ao seu lado. Não sei quem sai mais insultado nesta comparação, se os gondomarenses se os benfiquistas.

Jardel (aquele tipo que estava atrás de Isaltino Morais durante o discurso de vitória)

Porque nos parece que ambos beberam muito esta noite. Infelizmente, apenas o ex-presidiário nesta comparação levou os 3 pontos para casa.

Álex Grimaldo (eleitor catalão)

Porque qualquer bastonada é melhor do que ter de jogar nesta equipa.

Ljubomir Fejsa (André Ventura)

Ambos se mantiveram fiéis ao estilo caceteiro, mas os seus adversários obrigavam a outra leitura posicional e qualidade de jogo. O estado adverso do terreno talvez não tenha ajudado, designadamente a relva esburacada dos Barreiros e os comunistas de Loures.

Pizzi (Teresa Leal Coelho)

Demonstraram ambos níveis de energia que não se compadecem com a exigência das suas responsabilidades. Tanto um como outro aproveitaram a noite para desaparecer o mais rápido que conseguiram.

Toto Salvio (Isaltino Morais)

Simples. Pode fazer a m*rda que quiser e voltará ao onze titular quando quiser. Nesta analogia, o eleitorado fã de corruptos é representado por Rui Vitória.

Raúl Jiménez (Álvaro Almeida)

Ninguém duvida que um doutorado pela London School of Economics possa dar um contributo positivo para o destino da sua cidade, mas falta-lhe a frieza para saber rematar à baliza. Sem poder de fogo até pode receber um honoris causa na Universidade da Vida que mesmo assim não vai lá.

Jonas (aquele tipo que estava atrás de Isaltino Morais durante o discurso de vitória)

Porque foram ambos responsáveis por um dos poucos momentos mágicos da noite, quiçá os únicos. No caso de Jonas foi um golaço que colocou o Benfica na frente.

Franco Cervi (José Pinto Coelho)

A exibição e votação mais inconsequentes da noite. No caso de Cervi, não invalida que continue em campo. No caso de Pinto Coelho, não invalide que continuemos a fazer pouco dele.

Krovinovic (Assunção Cristas)

Uma combinação feliz de talento e inaptidão dos respetivos colegas de profissão fez de Krovinovic um estranho vencedor. Nem ele nem Assunção ganharam efetivamente alguma coisa hoje, a não ser espaço no plantel para quem sabe se tornarem, a seu tempo, líderes da oposição. Isto se Pizzi e Rui Rio continuarem a engonhar, claro.

Rafa (Basílio Horta)

O vencedor em Sintra declarou ao Tribunal Constitucional 5 mil euros que na verdade eram 5 milhões. Com Rafa dá-se o caso oposto. Continuamos a aguardar que alguém na SAD benfiquista nos diga que afinal só pagámos 15 mil euros.

Seferovic (Gabriela Canavilhas)

Tal como a candidata à Câmara Municipal de Cascais, também ele foi atirado aos cães e não apresentou uma única ideia capaz de convencer alguém de que era a solução para os desafios enfrentados por Cascais ou pelo Benfica.

Rui Vitória (Jerónimo de Sousa)

Fará os possíveis por minimizar o sucedido, reafirmando que crise é a dos que não ganham há quatro anos. Nem mesmo os mais militantes acreditarão nele.

  • Oh, Jonas, o que te foram eles fazer

    Benfica

    O Benfica arrancou bem, com um golaço do brasileiro. E depois? Depois, foi o filme do costume, uma equipa sem controlo estratégico, tático, físico e emocional para aguentar o embate contra um adversário que pôs mais gente no meio-campo para impedir Pizzi de ligar o jogo. Uma receita simples, mas que anda a fazer escola