Tribuna Expresso

Perfil

Um Azar do Kralj

Rúben e Martin Lula King: "Se o meu crime é dar felicidade a milhões e ajudar a ganhar o penta, esse crime eu cometi" (por Um Azar do Kralj)

Vasco Mendonça recorre à pronúncia do outro lado do Atlântico para se lançar nos elogios à equipa, especificamente a Rúben Dias, Jiménez e Rui Vitória

Vasco Mendonça

FRANCISCO LEONG

Partilhar

Bruno Varela

Não sofria golos em jogos oficiais há 44 dias. Retomarei a análise da sua exibição assim que conseguir assimilar este facto.

André Almeida

Depois da paixão louca por um lateral surpreendentemente eficaz que soma tantas assistências como Grimaldo e Salvio juntos, assistimos hoje ao regresso de Almeidinhos, o defesa algo intranquilo e dado ao erro não forçado que estava melhor no banco de suplentes ou a fazer comentários bem humorados nos posts dos colegas. Por outro lado, a minha confiança em André Almeida é tal que já me convenci da intencionalidade de tudo isto. Elogie-se por isso a excelente gestão de esforço que quase nos custava 2 pontos.

Rúben Dias

Voltou a fazer uma exibição dura mas leal, aquele tipo de adjetivos que os adeptos dos adversárias gostam de utilizar quando têm na sua equipa um central sarrafeiro, pouco dado a poesias, e tremendamente eficaz. Já Rúben Dias é um criminoso e merece prisão perpétua. No dia em que o prenderem, meus amigos, espero que o Rúben reúna alguns milhares de apoiantes no Estádio da Luz e diga alto e bom som que nem Martin Lula King hoje em São Bernardo de Campo: “meus amigos, se o meu crime é tornar milhões de pessoas mais felizes, retirá-las dos escombros de anos de derrotas, e ajudar a tornar a maior instituição deste país um digníssimo pentacampeão, então sim, esse crime eu cometi.”

Jardel

Agora que já se regulamentou a utilização de drones em Portugal, é preciso decidir o que vamos fazer em relação a Jardel. É certo que por enquanto só há um jogador com esta capacidade de perturbar o espaço aéreo português, mas é sempre assim que estes fenómenos começam. Também diziam que a cantera do Seixal não formava ninguém de jeito e vejam o que aconteceu.

Grimaldo

77 minutos a ouvir uns tipos quaisquer na bancada pedirem o regresso de Eliseu ou insistirem que até eles faziam melhor. Muita paciência teve ele para não abandonar o relvado mais cedo.

Pizzi

Joga mais parado do que muita gente a correr. A sério. Literalmente. Felizmente joga num clube de gente bem formada capaz de compreender que os futebolistas também têm dias menos bons, senão já teria sido insultado, suspenso e finalmente reintegrado no plantel.

Fejsa

Feito. Até p’ra semana, amigos!

Zivkovic

Profundidade e inteligência quanto baste para justificar a sua presença no centro do terreno a fazer o que tão bem sabe, linhas rectas e triângulos com os colegas Cervi e Grimaldo (que hoje mais pareceram quadrados, como diz o outro). Infelizmente Rui Vitória discordou e eu já aprendi que não se deve discordar dele.

Rafa

Assistência para golo e abnegação quanto baste para justificar a presença em campo durante os 90 minutos. Infelizmente Rui Vitória discordou e eu já aprendi que não se deve discordar dele.

Cervi

Os mais atentos sabem que não utilizo estes textos para apoiar causas sociais, mas desta vez parece-me que o tema se justifica. A utilizadora @vermelhinha do Twitter apela a todos os adeptos do Benfica para que publiquem algo nas redes sociais com o hashtag #QueremosOCerviBebado. Este movimento cívico visa essencialmente a obtenção do pentacampeonato para que Franco Cervi possa voltar a beber sem moderação em direto na BTV. Vamos a isto, benfiquistas. Todos juntos seremos poucos. Fora isso, foi uma exibição morninha, ao contrário da cerveja que ele vai beber daqui a umas semaninhas no Marquês.

Jiménez

Tal como Rui Vitória, foi injustamente subvalorizado por imbecis como eu. Tal como Rui Vitória, se continuar assim arrisca-se a ter uma estátua algures no Estádio da Luz. Hoje não foram quinze minutos à Benfica. Foram noventa à Jimenez. Marcou mais dois golos, o segundo decisivo para as nossas aspirações. De pénalti. Aos 92 minutos. A uma semana de recebermos o FC Porto. Jimenez não quer saber das estatísticas, nem da adversidade, nem do autocarro e muito menos parece querer saber da pressão. Aliás, parece sentir-se melhor quanto mais adversas forem as circunstâncias. Ficam por isso algumas sugestões para o próximo fim de semana: calcem-lhe umas chuteiras sem pitons, ponham-lhe uns pesos nos tornozelos, coloquem meia dúzia de adeptos do FC Porto atrás do banco de suplentes a insultar a mãe dele, e, muito importante, posicionem alguns snipers no piso 3 a apontarem as suas miras na direcção da sua testa, e verão se ele não entra em campo aos 75’ destinado a selar a nossa vitória rumo ao penta.

Seferovic

A sua entrada em campo foi um apelo à capacidade de superação dos colegas, que a partir daí jogaram em inferioridade numérica. Motivos desconhecidos levaram-no a recuar várias vezes no terreno para assumir a construção do jogo ofensivo da equipa. Teria sido cómico se não estivéssemos empatados no momento em que isto aconteceu.

Salvio

Mais um dia no escritório, que no caso de Salvio é a lavoura. Pegou ao serviço munido de um sonho e uma enxada e só de lá saiu depois de cavar o pénalti mais saboroso dos últimos tempos.

Samaris

Juro-vos pela minha saúde que, instantes antes de perceber quem iria entrar em campo para substituir, disse a uns amigos “epá, não quero saber, metam o Samaris e ele que acerte em todos os que conseguir”. Felizmente não chegou a ser necessário e todos ganhámos com isso: os atletas, os adeptos, os dirigentes, enfim, o futebol português, mas, ainda mais importante do que isso, o Benfica.