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A casa às costas

"Quanto mais velho estou, melhor, tornou-se mais fácil para mim jogar. Depois quero experimentar ser treinador"

Nesta segunda parte da entrevista à Tribuna Expresso, José Fonte fala da saída do Southampton e da passagem pelo West Ham e pela China, onde se recusou a comer uma coisa que "parecia uma minhoca do mar", antes de ingressar no Lille, onde tenta, aos 37 anos, alcançar o seu primeiro título nacional num clube

Alexandra Simões de Abreu

D.R.

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Quando é chamado pela primeira vez a uma seleção?
Foi para os Sub-21. Depois disso nunca mais [risos]. Só voltei a ser chamado pelo mister Fernando Santos, se não me engano, a 18 de novembro de 2014, ia fazer 31 anos.

Ficou surpreendido?
Um pouco, pelo passado que nós tínhamos, pelo facto de o mister por duas vezes ter decidido que era melhor eu ser emprestado, é óbvio que fica sempre um bocado de reticências. Será? Será que vou ter essa oportunidade? Mas a verdade é que o mister foi, sem dúvida, um dos treinadores mais importantes na minha carreira, porque me deu a oportunidade de poder jogar por Portugal.

Lembra-se da primeira conversa que tiveram quando ele o chamou?
O mister não é de muitas palavras [risos]. No Euro 2016 foi a única vez que ele tocou no assunto, quando íamos para uma conferência de imprensa. Ele disse-me: “O que interessa não é como começa, é como acaba”. Foi um momento em que trocamos umas palavras, ele disse que o futebol é engraçado, tinha sido duas vezes dispensado, mas agora eu estava ali e era para ganhar, era para jogar, para dar o meu melhor e para desfrutar. É como eu digo, o mister não é de muitas palavras, mas o que ele diz tem de se ouvir e toca as pessoas. Aquilo bastou para mim e deu-me uma confiança enorme, foi importante.

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