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A casa às costas

"Acredito que quem esteve envolvido na invasão a Alcochete está arrependido, ainda para mais com a história que o clube está a atravessar"

Carlos Xavier conta, nesta segunda parte da entrevista à Tribuna Expresso, por que razão se arrependeu de ter saído da Real Sociedad para regressar ao Sporting, e de como Humberto Coelho lhe passou a pasta do futebol de praia. Fala do golfe e da cozinha, dos negócios da restauração em que se meteu e que já não tem, e recorda o momento triste da carreira, quando viu um very light matar um adepto. Deixa ainda um recado ao Sporting: Rúben Amorim não pode sair

Alexandra Simões de Abreu

Nuno Botelho

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Foi Toshack quem o levou para a Real Sociedad, em Espanha?
Foi. O Toshack já nos queria ter levado, a mim e ao Oceano, antes, mas o Sousa Cintra não achou piada e a Real Sociedad não aceitava estrangeiros na altura. O Toshack depois saiu da Real Sociedad e foi para o Real Madrid. Quando regressou à Real Sociedad já lá estavam três ingleses a jogar, correu com eles e foi-me buscar a mim, ao Oceano e ao Kodro. Para mim, em termos futebolísticos, foram os melhores três anos da minha vida.

Vai viver para San Sebastian com a sua mulher?
A minha mulher e o meu filho Gonçalo, com três meses. Para ir, tinha de ser com ela, senão não ia.

Assistiu ao nascimento do seu filho?
Dos três, Gonçalo, Carolina e António. Os três de cesariana.

Como foi o primeiro impacto em San Sebastian?
A sorte foi ter tido o Oceano também com a família, porque a adaptação foi muito mais fácil. Fomos para uma cidade fantástica. Os bascos têm uma cultura totalmente diferente. São pessoas impecáveis, muita amizade, apanhei um grupo de trabalho fantástico, ainda hoje quando faço anos recebo mais parabéns deles, do que dos daqui. Mantenho contato com eles, é uma coisa incrível. Se eu soubesse que vinha para o Sporting acabar da maneira como acabei, tinha lá ficado e se calhar ainda lá estava.

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