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A casa às costas

"Um romeno que ia jogar no meu lugar metia spray anestesiante nos pés porque dizia que não gostava de sentir a bola. Fiquei incrédulo"

Nesta segunda parte da entrevista à Tribuna Expresso, Afonso Taira revela as impressões com que ficou de Israel, aborda o contraste entre judeus e muçulmanos, e a segurança que diz ter sentido, apesar das bombas. Confessa que a passagem pela Roménia foi a pior experiência fora e explica por que razão o regresso a Portugal e ao Belenenses SAD são importantes para a sua carreira. Fala de olhómetros e de estatística e deixa um recado: oiçam mais os jogadores de futebol

Alexandra Simões de Abreu

José Fernandes

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Como se dá a passagem do Estoril para Israel? Ainda tinha o mesmo empresário?
A minha relação com a Gestifute chegou ao fim na transição do primeiro ano do Atlético para o segundo. Basicamente fiquei sem clube, sem sítio para onde ir e nunca mais me atenderam o telefone. Nem tudo é um mar de rosas no mundo do futebol. Tive que, sozinho, encontrar clube e foi aí que voltei ao Atlético, perguntei-lhes se me aceitavam de volta, porque corria o risco de não jogar naquele ano. Eles foram ótimos, por isso é que tenho também um carinho e um respeito enorme pelo clube, deram-me a mão. A transição para Israel já foi com outros empresários, o Paulo Madeira e o Bruno Basto. Foi com eles que também foi feita a passagem para o Estoril e a nossa relação continuou por aí fora, até chegar a Israel.

E Israel porquê?
Eu estava a sentir que estava na I Liga há três anos e o futebol tem uma coisa engraçada, quando se é novidade é-se visto de forma diferente do que quando já não se é novidade. E de novidade para não novidade é rápido. Comecei a sentir que não estava a conseguir dar o salto em Portugal e num contexto competitivo da Europa central, mais de primeira linha. Israel surge com uma outra oportunidade fora, neste caso na Rússia, do CSKA de Moscovo.

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