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A casa às costas

"No primeiro treino do mister Klopp, no Liverpool, eu ia vomitando. Ele chegou à minha beira e disse que ia escrever isso no livro dele”

João Carlos Teixeira estranhou os hábitos quando passou de um colégio de freiras, em Braga, para a Academia do Sporting, mas no final da formação estava a assinar pelo Liverpool. Com dificuldade na adaptação ao poderio físico do futebol inglês foi emprestado, antes de voltar para Anfield Road. Esta é a primeira parte da entrevista ao atual jogador do Feyenoord

Alexandra Simões de Abreu

John Powell

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Nasceu em Braga. Filho de quem?
Nasci em Lago, uma aldeia que fica a dez minutos do centro de Braga. A minha mãe trabalhava num colégio infantil e o meu pai na construção civil. Tenho um irmão, o Pedro, que já veio um bocadinho atrasado. Os meus pais andavam a construir uma casa, e eu que era filho único e andava num colégio de freiras, pressionei-os muito para ter um irmão e lá me deram um, já eu tinha 10 anos.

Gostava do colégio?
Sim, gostava muito. É um colégio de freiras seguidoras da Madre Teresa de Calcutá. Basicamente foi onde cresci, dos três aos doze anos, antes de ir para o Sporting. Os meus melhores amigos são de lá.

Era uma criança tranquila ou agitada?
Tive duas fases, até aos seis anos era malandro, fazia muitas asneiras, não era mal educado, mas era um bocadinho rebelde. Depois, acalmei completamente, com a entrada na escola, na primária. Se calhar foram as regras que me impuseram, já era uma coisa mais a sério e mudei bastante em termos de personalidade.

O que dizia que queria ser quando fosse grande?
Eu sei que é um bocadinho aquele cliché, mas na verdade sempre gostei muito de jogar à bola desde pequeno, por isso é normal que fosse jogador de futebol. E foi o que aconteceu.

Tinha alguém na família ligado ao futebol?
Não. Quer dizer, tinha os meus primos mais velhos e que jogavam no clube da terra. Aos fins de semana, que era quando os podia ver a jogar lá no campo do Lago, estava com eles. Eles já tinham 12, 13 anos e eu uns seis, sete anos. Às vezes ia com eles jogar para o ringue da aldeia.

Quem eram os seus ídolos?
Gostava muito do Deco.

E torcia pelo FC Porto?
Sim. O meu pai é portista, a minha mãe benfiquista, mas quando eu era mais novo era do FC Porto.Também apanhei aquela geração em que o FC Porto era quase sempre campeão, a geração do Mourinho, de 2004. Eu tinha 11 anos.

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