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A casa às costas

"Na Turquia levei uma cabeçada que me partiu os ossos todos da cara. O pior é que ele fez de propósito. Perdi 30% das minhas capacidades"

Sete anos de aventuras além-fronteiras levaram Sereno duas vezes à Alemanha, a Espanha e à Índia, e uma à Turquia. Da sujidade e pobreza da Índia onde foi feliz e conquistou dois títulos por clubes diferentes, à beleza da Capadócia, na Turquia, que diz conhecer como a palma da mão, passando pela rigidez dos alemães, o elvense que um dia sonhou ser piloto de aviões (fez testes e passou) fala-nos ainda de como foi difícil ser presidente de um clube e como, ao contrário do que aconteceu nas seleções mais jovens, foi tão bem recebido por Cristiano Ronaldo e companhia na equipa principal

Alexandra Simões de Abreu

SAJJAD HUSSAIN/Getty

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Vai para o FC Colónia da Alemanha, em 2011/12, sozinho ou com a sua mulher e filha?
Entretanto a minha mulher estava grávida das gémeas, a Carlota e a Carolina. Por isso, os meus primeiros seis meses foram sozinho.

Como foi a adaptação à cidade e aos alemães?
Foi muito boa. Eu adapto-me bem em qualquer lado, no fim da minha carreira fui para todo o lado e nunca tive nenhum problema. Na Alemanha estive duas vezes. Na primeira em Colónia foi espetacular. Era uma cidade com pessoas de mente aberta, o estádio sempre cheio com 60 mil pessoas, um ambiente espetacular, uma grande equipa, fiz os jogos todos. A adaptação também foi fácil graças ao Petit, ao Andrézinho e ao Geromel que lá estavam. Foi um ano muito bom.

Mas um campeonato muito diferente do português, certo?
Sim. O futebol espanhol, para mim, é o mais atrativo, aquele em que me diverti mais, porque eles divertem-se a jogar futebol, o treino é diversão, mas sempre com muita qualidade. Toda a gente tenta jogar, não há pontapé para a frente, só havia uma ou duas equipas que talvez fizessem isso, o Levante, mais uma ou outra, o resto era sempre a jogar, a pessoa divertia-se. O português é mais tático, equipara-se ao futebol italiano, mas, acho eu, com mais qualidade. O alemão foi o mais físico que eu joguei. Nós treinávamos três vezes ao dia.

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