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A casa às costas

"No Valência fui para o banco lesionado. Graças a Deus o Diego Alves não se aleijou, porque eu não conseguia jogar. Tinha rompido o menisco"

Nesta primeira parte da entrevista ao guarda-redes Cristiano Figueiredo ficamos a saber que, apesar de ter começado a torcer pelo Benfica, quando o irmão, Tobias, foi para o Sporting, a paixão clubística esmoreceu completamente. A adolescência ainda meteu um travão na vontade de ser profissional, mas o empurrão dos amigos e de um treinador ajudaram-no a acreditar de novo no sonho de um dia vir a ser como Baía ou Kahn. Do Penalva do Castelo ao SC Braga não demora muito e chamou a atenção dos espanhóis do Valência, mas duas lesões seguidas nos joelhos fizeram-no regressar a Braga. A concorrência e a qualidade de Eduardo, Quim e Beto acabam por levá-lo para novo empréstimo, em Coimbra, antes de voltar a tentar a sorte no estrangeiro

Alexandra Simões de Abreu

Carlos Rodrigues

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Nasceu na Alemanha. Os seus pais eram emigrantes?
Sim. O meu pai foi primeiro, a minha mãe depois acabou por ir também. O meu pai trabalhava nos camiões e a minha mãe era empregada de limpeza. Eu nasci em Munique, mas venho para Portugal com três anos, o meu irmão Tobias tinha meses.

Foram viver para onde?
Para Viseu, para uma aldeia, Ladário, que pertence à freguesia de São Miguel de Vila Boa, do concelho de Sátão.

Tem alguma memória da Alemanha?
Sinceramente, não. Os meus pais dizem que eu já falava alemão, mas se falava, entretanto esqueci, porque não me lembro de nada [risos].

Como era o seu temperamento em criança?
Fazia algumas asneiras [risos]. Lembro-me que uma vez andávamos a atirar pedras, a tentar que caíssem perto uns dos outros, como se estivéssemos a jogar às bombas e tive o azar de uma pedra bater no vidro de um carro e partiu-o. O dono viu que tinha sido eu e levou-me até ao meu pai para resolvermos o problema [risos]. O meu pai deu-me nas orelhas como é óbvio [risos].

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