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A casa às costas

"Com 17 anos, eu e mais seis comprámos um carro por 200€. Um dia a polícia manda-nos parar e o Sancidino saca da carta de condução da Guiné"

Carlos Miguel Ribeiro Dias ficou conhecido por Cafú, à conta do irmão, assim que entrou para a escola primária. Após dar os primeiros pontapés na bola a sério, no V. Guimarães, vai para o Benfica onde faz o resto da formação, a jogar ora como médio, ora como avançado até ao dia em que Jorge Jesus o confronta: "Vê lá o que é que tu queres ser. Se tu fores médio, podes chegar a um Benfica ou Bayern de Munique. Se tu fores avançado, vais estar numa equipa que luta para não descer". Foi o "abre olhos" para Cafu. Domingo a conversa continua, já com a carreira fora de Portugal

Alexandra Simões de Abreu

MI News

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Nasceu em Guimarães. De onde são os seus pais e onde cresceu?
A minha mãe é portuguesa, natural de Guimarães e o meu pai é africano, natural da Guiné-Bissau. Tenho dois irmãos. Um mais velho cinco anos e outro mais novo. Os meus pais estão separados desde os meus cinco anos. Na altura o meu pai foi viver para Barcelona, depois para o Luxemburgo onde conheceu a mãe do meu irmão mais novo, que vai fazer 10 anos. Eu cresci na aldeia São Clemente Sande, ao pé das Taipas.

O que faziam profissionalmente os seus pais?
A minha mãe sempre trabalhou numa fábrica de confeção e o meu pai teve vários trabalhos. Esteve ligado à construção civil, à jardinagem, foi fazendo várias coisas.

Tinha alguém na família ligado ao futebol?
O meu pai chegou a jogar, não a nível profissional, mas nas divisões inferiores, II divisão B e por aí.

Desde pequeno que dizia querer ser jogador de futebol?
Sim, até porque comecei muito cedo: com cinco, seis anos já jogava futsal. Cresci ao lado de um ringue, que estava a 100 metros da minha casa. O meu passatempo era estar no ringue a jogar à bola, todos os dias, com os meus colegas. E quando não era no ringue, era na rua. Nesse ringue jogava a minha equipa do centro social lá da freguesia, pela qual joguei futsal federado, dos seis aos 10 anos. Aos dez anos é que vou para o futebol sete para as Taipas, uma vila ao lado. E fiquei lá no Taipas.

Torcia por que clube e quem é que eram os seus ídolos?
Sempre pelo Vitória. É a equipa da cidade, a equipa da terra, é o maior clube de Guimarães e é muito raro gente que seja natural de Guimarães ser de outro clube. De jogadores, admirava o Didier Drogba, gostava muito do Yaya Touré também, do Iniesta e por aí fora, mas esses três principalmente. Também gostava muito do Ronaldinho.

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