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A casa às costas

“No Azerbaijão não tinham higiene oral, deixavam os dentes apodrecer para meter dentes de ouro. Isso fez-me confusão”

Yazalde Pinto, de 32 anos, carrega o sotaque de Vila do Conde, terra que o viu nascer à conta do pai, guineense, que jogava no Rio Ave. Com formação feita no Varzim, foi contratado pelo SC Braga, onde nunca vingou. Do Olhanense, ao Rio Ave, passando pelo Beira Mar, voou depois para a Roménia e Azerbaijão, onde viveu as primeiras experiências fora de Portugal. Conta que lhe roubaram dois carros, por preguiça de os meter na garagem, e fala de um relacionamento de oito anos, que não sobreviveu à distância. Domingo, na segunda parte, revela histórias de racismo, embora nunca as tenha encarado como tal, e novas aventuras na Roménia e na Arábia

Alexandra Simões de Abreu

Rui Duarte Silva

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Nasceu em Vila do Conde. O seu pai era futebolista e estava a jogar em Portugal, certo?
Sim, o meu pai é da Guiné, veio para Portugal para jogar no Boavista e eu nasci numa altura em que ele estava no Rio Ave.

E a sua mãe?
Quando nasci a minha mãe não trabalhava mas ela foi sempre cozinheira.

Quantos irmãos tem?
Tenho um irmão mais velho, tem 42 ou 43 anos, e um mais novo, o Jaiminho, que joga no Oliveirense.

Sempre quis ser jogador de futebol?
Sim, como o meu pai era jogador, eu também queria.

Gostava da escola?
Tinha que ser [risos]. Fui sempre um aluno regular, tirava notas aceitáveis. Estudei até ao 12º ano.

Torcia por algum clube?
Pelo Sporting e depois, claro, pelo Varzim, onde fiz a minha formação.

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