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A casa às costas

"Na Turquia fizeram-me uma surpresa. Um restaurante descobriu que fazia anos e preparou foguetes, mas no final obrigou-me a pagar a despesa"

As aventuras de Pedro Rebocho no estrangeiro começam no Guingamp, em França, mas foi no Besiktas, da Turquia, que sentiu ter chegado a um outro patamar. Seguiu-se uma época no Paços de Ferreira, antes de assinar, há menos de um mês, com o Lech Poznan, da Polónia, onde, este domingo, poderá fazer a sua estreia. Amante da fotografia e vídeo onde tem investido em formação, é também apaixonado por RAP e Hip Hop. Pedro, aka StiffWrist , já gravou várias músicas com letras suas e pode ver aqui o seu talento

Alexandra Simões de Abreu

D.R.

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Quando chegou a França, a Guingamp, como foi o primeiro impacto?
A cidade não me impressionou porque aquilo basicamente não tem nada. O estádio é o ponto principal da cidade. Mas foi diferente, porque era uma liga nova, com jogadores com muito mais experiência do que eu.

Sabia falar francês?
Eu tive francês na escola e era bom a escrever, mas não falava bem. Só que, no Europeu de Sub-21, eu estava no quarto como Kévin Rodrigues que é luso-francês e fala fluentemente francês e comecei a aprender com ele. Escrevia palavras em português num caderno, traduzi-as para francês e o Kévin ajudou-me muito a que eu conseguisse ter uma conversa, porque todos os dias praticava com ele. Tanto que a primeira entrevista que dei, dez dias depois de lá ter chegado, foi toda em francês.

Os métodos e o futebol eram muito diferentes dos portugueses?
Sim, em França é muito mais físico. Uma coisa que aprendi lá é que importa muito os quilómetros que tu fazes durante o jogo e que tem de haver muito mais agressividade. Acho que essa foi a grande diferença que notei, a agressividade e a importância que dão ao quanto corres durante o jogo, porque isso é importante na posição em que eu jogo. E ajudou-me a ganhar mais fisicamente.

A sua namorada foi viver consigo?
Não, ia lá ter quando podia, aos fins de semana.

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