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A casa às costas

"No Sporting, fiz um 'cabrito' ao Stojkovic, o guarda-redes. Ele quase que me queria bater, disse que eu era miúdo, não podia fazer aquilo"

Marco Matias, de 32 anos, está a jogar no Nacional pela segunda vez numa carreira que começou no Barreirense, mas ganhou corpo no Sporting. Sem conseguir vingar no clube do coração acabou emprestado a vários clubes, antes viver o momento alto de ganhar a Taça de Portugal pelo V. Guimarães, de Rui Vitória. Nesta primeira parte fala-nos de como um dia teve de fazer a A1, de Fátima a Lisboa, com as mãos nas partes íntimas e das superstições com botas velhas, entre outras aventuras

Alexandra Simões de Abreu

Carlos Rodrigues

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Nasceu no Barreiro. Filho e irmão de quem?
A minha mãe é da zona da Baixa da Banheira, perto do Barreiro e o meu pai é de Fornos de Algodres. Tenho um irmão mais novo, com 22 anos. Os meus pais conheceram-se numa excursão à praia da Fonte da Telha, em 1980, ela tinha 15 anos e ele 19. Namoraram seis anos antes de casar. O meu pai através do irmão dele veio para a Baixa da Banheira para jogar futebol. Mas trabalhava como canalizador também. Jogou no Real Banheirense, que agora é União Banheirense, mas já tinha jogado na Associação da Guarda e na Associação Desportiva de Fornos de Algodres. Era lateral esquerdo. Curiosamente a minha mãe também jogou futebol, no Real Banheirense, era guarda-redes. Jogaram ambos em posições opostas à minha [risos].

Cresceu na zona da Baixa da Banheira?
Sim. Os meus pais emigraram para a ilha de Jersey, em Inglaterra, com um grupo de amigos, para tentar melhorar a vida. Eu ainda era bebé, tinha 22 meses, mas eles regressaram seis meses depois com saudades. Fui criado muito pelos meus avós maternos.

Como era em criança?
Calminho quando queria e reguila quando queria, era uma mistura. Andava sempre com uma bola atrás. Eu ia para a escola com o kit completo do Sporting, o meu presente de aniversário era sempre o novo kit do Sporting. Então ia sempre vestido de Sporting, inclusive com chuteiras e com caneleiras, para a sala de aula [risos]. E com a minha bola, claro.

Porque é que se tornou adepto do Sporting, tem noção?
O meu pai sempre foi sportinguista e quis incutir-nos. Eu felizmente também muito cedo ingressei no Sporting para jogar futebol, fiz praticamente a formação toda lá.

Já lá vamos, primeiro quero saber se gostava da escola.
Gostava. Gostava mais do intervalo grande, que dava para jogar futebol [risos]. Sempre fui um aluno razoável. Estudei até ao 11º ano, porque com os treinos de juniores na academia do Sporting tive de fazer uma escolha. Não foi difícil. Mas confesso que hoje sinto que faz-me bastante falta ter o 12 º ano e ter um curso

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