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A casa às costas

“Não devia ter saído do Sporting para o Nacional. O Manuel Machado é muito boa gente, mesmo, mas não achei que fosse bom treinador”

Tobias Figueiredo partiu de uma aldeia de Viseu para Alcochete com 13 anos e confessa que foi várias vezes para a casa de banho chorar sozinho as saudades dos pais. Irmão do guarda-redes Cristiano, tornou-se central no Sporting, onde fez toda a formação sem nunca conseguir afirmar-se na equipa principal, apesar de ter participado em quatro Europeus nas seleções jovens e nuns Jogos Olímpicos. Foi opção para Marco Silva, mas assume ter sido com Jesus com quem mais evoluiu, apesar do treinador "mesmo quando as coisas estão bem" arranjar qualquer coisa "para dizer que está mal". Na segunda parte falamos da ida para Nottingham, onde já vai na quarta temporada e meia

Alexandra Simões de Abreu

Carlos Rodrigues

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Nasceu em Munique, na Alemanha, mas veio para Portugal com meses. O seu irmão [Cristiano, guarda-redes] disse-me numa entrevista, que o seu pai emigrou e mais tarde a sua mãe foi lá ter…
...Por acaso foi ao contrário. A minha mãe é que foi primeiro, o meu irmão enganou-se [risos]. Mas sim, estiveram emigrados na Alemanha uns 20 anos ou mais. Eu tinha meses quando vieram para a aldeia de Ladário, em Viseu.

Quais são as suas primeiras memórias de infância?
Estava sempre a jogar à bola, sempre. Para onde eu ia, levava sempre uma bola. Muitas vezes com o meu irmão, íamos para o campo à frente de casa jogar.

Quem ia para a baliza? Já era o seu irmão ou também disputava um lugar à baliza?
Eu fugia [risos], o meu irmão é que gostava de ir para a baliza, para mim era ideal, estar a rematar para ele. Quando não tinha ninguém para jogar, chutava contra a parede.

Gostava de escola?
Gostava quando era educação física [risos]. Nunca fui muito de estudar, nunca foi o meu forte. Mas não me baldava às aulas, nunca faltei para ir jogar à bola ou para fazer outras coisas.

Torcia por que clube em criança?
Eu não torcia assim por nenhum clube. A minha família era quase toda benfiquista, ia um bocadinho atrás, mas sem nenhuma convicção, por acaso.

Quem eram os seus ídolos?
Nessa altura gostava do Ronaldo, o Fenómeno.

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