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A casa às costas

“Para o meu estilo de jogo o futebol inglês é bom, há muito contacto físico e poucas faltas. Falar inglês é que foi muito complicado”

Há quatro épocas e meia a jogar no Championship, pelo Nottingham Forest, Tobias Figueiredo, de 27 anos, foi pai recentemente e admite continuar em Inglaterra. Confessa que as suas características encaixam bem no futebol inglês, mas que o sonho era jogar no Bayern de Munique, clube da sua cidade natal. Adora dormir e ver televisão, onde segue a F1, o Moto GP e o UFC

Alexandra Simões de Abreu

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Como foi parar ao Nottingham?
Através da Pro Eleven. Mal falaram em Nottingham e ouvi Inglaterra, os sinos soaram todos. Um dos meus objetivos era um dia jogar na Inglaterra; a Premier League é o melhor campeonato do mundo. Já seguia a Premier League, desde que o Ronaldo foi para o Manchester United.

Sabia falar inglês?
No início foi complicado porque eu não falava inglês bem, só o básico. Percebia mais do que falava. Mas quando eles falavam muito rápido, não percebia mesmo nadinha. Foi um bocadinho difícil nesse sentido, porque não percebia bem as coisas.

O clube e o balneário eram muito diferentes do que esperava encontrar?
Nunca pensei que fosse tão grande. É realmente um clube histórico e muito grande, com ótimas condições, a academia, o estádio, as instalações, é tudo de clube grande. Não falta nada. No balneário receberam-me muito bem. Antes de ir, não ouvia falar muito bem dos ingleses, diziam que eram frios e, atenção, não quer dizer que não sejam, porque são um bocadinho, mas fui muito bem recebido. Havia um adjunto português que estava com o treinador Karanka e que me ajudava na tradução, mas no balneário eu era o único português e fui muito bem recebido mesmo.

O que mais estranhou nos primeiros tempos?
Principalmente o pequeno-almoço. Estava habituado a comer um pão e beber meia de leite, às vezes só comia cereais. Aqui não, aqui logo de manhã comem salmão fumado, abacate, pão, feijão, ovos, salsichas, bacon, é um almoço. Mas habituei-me rapidamente porque gosto de comer [risos]. Foi fácil. Embora a comida obviamente não tem nada a ver com Portugal e isso é uma das coisas de que tenho saudades, da nossa comida. E do tempo. Aqui está quase sempre a chover, frio, e às vezes é difícil porque quero sair de casa com o meu filho e quase não dá.

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  • “Não devia ter saído do Sporting para o Nacional. O Manuel Machado é muito boa gente, mesmo, mas não achei que fosse bom treinador”
    A casa às costas

    Tobias Figueiredo partiu de uma aldeia de Viseu para Alcochete com 13 anos e confessa que foi várias vezes para a casa de banho chorar sozinho as saudades dos pais. Irmão do guarda-redes Cristiano, tornou-se central no Sporting, onde fez toda a formação sem nunca conseguir afirmar-se na equipa principal, apesar de ter participado em quatro Europeus nas seleções jovens e nuns Jogos Olímpicos. Foi opção para Marco Silva, mas assume ter sido com Jesus com quem mais evoluiu, apesar do treinador "mesmo quando as coisas estão bem" arranjar qualquer coisa "para dizer que está mal". Na segunda parte falamos da ida para Nottingham, onde já vai na quarta temporada e meia