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Os espaços que o Sporting pode e deve explorar frente ao Basaksehir

O Sporting recebe o 2º classificado do campeonato turco, na 1ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa (17h55, SportTV1), e o analista Tiago Teixeira aponta os pontos fortes e os pontos fracos do Istanbul Basaksehir

Tiago Teixeira

Anadolu Agency

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O Istanbul Basaksehir de Okan Buruk é neste momento 2º classificado da liga turca, com menos dois pontos (e mais um jogo realizado) do que o líder Trabzonspor.

Na Liga Europa, num grupo com Roma, Borussia Monchengladbach e Wolfsberger, conseguiram qualificar-se para os 16 avos de final em 1º lugar, com dez pontos conquistados, graças à surpreendente vitória conseguida na última jornada, em casa do Borussia (1-2).

Ideia de jogo e principais pontos fortes

O Basaksehir de Okan Buruk não é uma equipa que corra grandes riscos em zonas recuadas. Se o adversário não pressionar, tentam chegar ao meio-campo ofensivo de forma apoiada, mas, caso sejam pressionados, são raras as vezes em que tentam ultrapassar essa pressão com a bola controlada. Na maior parte dos casos, optam por jogar mais longo na frente, seja para ganhar a segunda bola ou para explorar a velocidade dos extremos – principalmente Visca, que é um extremo que ataca bem a profundidade.

No que diz respeito à estrutura apresentada, Okan Buruku tem alternado entre o 4x2x3x1 e o 4x4x2, com o último a ser usado quando junta Demba Ba e Crivelli na frente de ataque.

Um dos pontos fortes, a nível ofensivo, são as investidas pelos corredores, com os laterais a projetarem-se muito, e com o extremo Edin Visca a ser decisivo na criação de desequilíbrios e no ataque à profundidade. Procuram muitas vezes chegar a zonas de cruzamento, de modo a servir o ponta de lança, Enzo Crivelli, que é sempre agressivo em bolas aéreas. O primeiro golo na vitória frente ao Gençlerbirligi (aos 16 segundos do vídeo) serve de exemplo.

As bolas paradas ofensivas são outro dos pontos fortes da equipa turca, onde nomes como Skrtel, Epureanu, Demba Ba e Crivelli podem fazer a diferença.

No momento defensivo, não são uma equipa muito pressionante em zonas altas, preferindo ativar a pressão quando a bola entra no corredor lateral, mais perto da linha de meio-campo. Quando se posicionam num bloco médio ou baixo, optam por se organizar em 4x1x4x1.

Pontos fracos

Os 35 golos sofridos nos 34 jogos disputados esta época dão uma ideia das fragilidades que a equipa turca apresenta no seu momento defensivo.

Controlo de cruzamentos

É uma das situações de jogo em que o Basaksehir passa por mais dificuldades. As referências individuais dos centrais, que levam a que muitas vezes não estejam alinhados, e o facto dos médios protegerem mal o espaço à entrada da área têm estado na origem de várias situações de finalização concedidas aos adversários. Dois exemplos no vídeo seguinte, aos 6 e aos 10 segundos:

Espaço entre linhas

Estão longe de ser uma equipa compacta no momento defensivo, mesmo quando se posicionam num bloco médio ou baixo. Se o Sporting tiver calma no mesmo da construção, encontrará espaço entre a linha média e a linha defensiva do Basaksehir, onde Vietto poderá desequilibrar. Também será importante a presença de Eduardo no meio-campo, pela capacidade que tem em ligar a construção com a criação, através do passe vertical.

Destaques individuais

Edin Visca. O extremo bósnio tem sido o principal destaque da época do Basaksehir, pela facilidade com que desequilibra ofensivamente, a partir do corredor lateral direito. Joga bem com os dois pés, tem muita qualidade técnica e facilidade em ultrapassar os seus adversários em condução. Já leva 9 golos e 11 assistências, o que demonstra bem a sua influência no último terço.

Kahveci. O internacional turco é um dos principais responsáveis por ligar a fase de construção com a de criação, dada a sua qualidade técnica ao nível do passe e o critério que demonstra nas suas decisões. Também aparece bem à entrada da área para fazer uso do seu remate forte.

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