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Invasão de Alcochete. Juiz mantém os 38 suspeitos em prisão preventiva

Medida tomada pelo juiz de instrução Carlos Delca após a acusação deduzida na última quinta-feira

Hugo Franco

Cerca de meia centena de elementos da Juventude Leonina atacaram jogadores e equipa técnica do Sporting na tarde de 15 de maio

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Os 38 suspeitos da invasão da Academia de Alcochete vão permanecer em prisão preventiva, apurou o Expresso junto de fonte ligada ao processo.

A medida do juiz de instrução do tribunal do Barreiro, Carlos Delca, foi tomada após deduzida a acusação do Ministério Público.

Na última quinta-feira, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa acusou-os de crimes como terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, sequestro ou detenção de arma proibida.

O magistrado não viu razões para o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho e Nuno Mendes 'Mustafá', líder da Juventude Leonina, serem alvo da medida de coação mais gravosa, como aconteceu com os 38 arguidos. Na última quinta-feira, determinou que os dois ficassem em liberdade na condição de pagarem uma caução de 70 mil euros e de se apresentarem diariamente numa esquadra de polícia.

O Ministério Público vai fazer chegar nos próximos dias ao Tribunal do Barreiro um recurso a requerer aos desembargadores que revertam a decisão de libertar Bruno de Carvalho, e Nuno Mendes “Mustafá”, colocando os dois em prisão preventiva até ao julgamento pelo terror de Alcochete, avançou o “Correio da Manhã” esta quarta-feira.

Segundo o matutino, a procuradora Cândida Vilar, responsável pela investigação ao ataque em Alcochete, entende que há fortes indícios de que BdC e “Mustafá” foram os mandantes do ataque.

Mais: foi com espanto que Cândida Vilar assistiu à libertação do líder da Juve Leo, quando além dos fortes indícios existem perigos de fuga, de perturbação do inquérito, de continuação de atividade criminosa e de alarme social.

Por sua vez, BdC, que não tem emprego em Portugal e tem dupla nacionalidade, pode perturbar o inquérito, fugir do país e revela “desprezo pela vida, pela dignidade e pela liberdade dos jogadores”.