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11.º alpinista a perder a vida na "zona da morte" do Evereste esta semana

Engarrafamento na "zona da morte" tem sido responsável por algumas das mortes

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Um alpinista norte-americano morreu ao descer o Evereste, aumentando para 11 o número de mortos numa semana na mais alta montanha do mundo, informaram as autoridades nepalesas.

O alpinista Christopher John Kulish, de 61 anos, tinha atingido o cume da montanha, com 8.848 metros de altitude,e estava de regresso ao acampamento na segunda-feira.

"De repente teve um problema cardíaco e morreu na passagem sul, disseram os organizadores da expedição", declarou Mira Acharya, do departamento de turismo do Nepal, citada pela agência France-Presse.

A época de escalada do Evereste está a terminar e fica marcada por 11 mortes: um britânico, um irlandês, quatro indianos, um nepalês, um austríaco e um primeira norte-americano.

Um outro irlandês, cujo corpo não foi ainda encontrado, depois de cair numa zona próxima do cume, foi também dado como morto.

A altura de mais procura no Evereste acontece entre finais de abril e finais de maio, porque as condições meteorológicas, geralmente impróprias para humanos, ficam menos extremas.

Engarrafamento na "zona da morte"

Durante a época alta, os alpinistas chegam a fazer fila para atingirem o cume. Esse congestionamento de pessoas na "zona da morte" - assim chamada por estar a mais de oito mil metros de altitude - terá sido a causa de morte de pelo menos quatro das vítimas dos últimos dias.

Esta situação de engarrafamento de pessoas tem dado origem a críticas, por revelar uma preponderância do lucro sobre a segurança.

Para esta primavera, o Nepal emitiu um número recorde de 381 autorizações de escalada para alpinistas estrangeiros, cada uma orçada em dez mil euros. A China emitiu pelo menos 140.

Cada autorização vem acompanhada de um guia, o que significa que, durante um mês, quase 700 pessoas se fazem ao caminho, ao mesmo tempo, na montanha.

Pelo flanco norte do Tibete, poderão entrar pelo menos 140 pessoas, que receberam autorizações de escalada, o que faz prever que este ano poderá ser ultrapassado o recorde do ano passado, em que 807 pessoas chegaram ao cume do Monte Evereste.

Lusa