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“Somos objetos”: Divanei foi abandonado pelo clube, lesionou-se, recuperou em Portugal e teve de pedir dinheiro para regressar ao Brasil

Divanei, ex-jogador de futsal do Sporting, mudou-se para os sérvios do Ekonomac no ano passado. Quando se lesionou em novembro, começou um pesadelo

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Há propostas chorudas que enganam e que rapidamente se transformam em ratoeiras. O brasileiro Divanei, ex-jogador de futsal do Sporting, que o diga. No arranque da época, o atleta mudou-se para os sérvios do Ekonomac. Quando se lesionou no pé esquerdo, em novembro, começou um pesadelo.

“Agora que chegou ao fim o meu contrato com o clube Ekonomac, posso falar um pouco de tudo que aconteceu desde a minha lesão. Infelizmente existem clubes que tratam jogadores como objetos. ‘Quebrou, não presta mais e isso aconteceu comigo... Desde a minha lesão na Ronda de Elite da Liga dos Campeões, em Barcelona no dia 18 de novembro... Pensei que ia ter todo o apoio do clube, só que isso não aconteceu. E a partir desse dia tudo mudou”, escreveu o jogador esta semana, numa publicação nas redes sociais.

Após a lesão no pé esquerdo, Divanei teve de vir para Portugal procurar tratamentos por conta própria; esteve cinco meses sem receber salários e, para regressar ao Brasil, para junto da família, acabou por ter de pedir dinheiro emprestado.

Como seria de esperar, Divanei sentiu-se traído pelo clube sérvio. “As pessoas em quem confiei deram-me as costas. Fui para Lisboa procurar um tratamento digno com pessoas profissionais. Tive que pagar todos os meus exames e tratamentos e ainda tive que pedir dinheiro emprestado a amigos para poder pagar a cirurgia, pois nem isso o clube se propôs a pagar. E o mais grave ainda foi não terem me pago durante todo esse tempo. Cinco meses sem receber, ter que pedir dinheiro emprestado para poder pagar os gastos e minha passagem para o Brasil”, conta.

No final da mensagem publicada nas redes, o jogador de futsal deixou um apelo aos responsáveis da modalidade. “Por isso venho aqui pedir a vocês presidentes, diretores, treinadores... Não tratem os seus jogadores como objetos. Largamos as nossas famílias, amigos e o nosso conforto para ir em busca de uma vida melhor. Eu sempre fui profissional em todos os clubes que passei e nunca abandonei as minhas responsabilidades. Por isso, sejam profissionais e responsáveis quando contratarem um atleta. Espero que a justiça seja feita e que vocês honrem com o prometido”, escreveu.