Tribuna Expresso

Perfil

Atualidade

Relação mantém Rui Pinto em prisão preventiva

Português tinha pedido para ser libertado mas a Relação de Lisboa deu razão ao tribunal de primeira instância e considera que existe perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de perturbação do decurso do inquérito

Hugo Franco

Partilhar

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu manter Rui Pinto em prisão preventiva. E dá razão à decisão da primeira instância a 22 de março. Para os juízes desembargadores esta decisão é justificada por considerarem que existe "perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de perturbação do decurso do inquérito". E que "só a medida detentiva aplicada se revela ser a adequada", pode ler-se na decisão da Relação a que o Expresso teve acesso.

O responsável pela plataforma Football Leaks é acusado pela justiça portuguesa de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de tentativa de extorsão.

O português foi extraditado em março de Budapeste, capital da Hungria, para Lisboa, onde se encontrava escondido, ficando em prisão preventiva na cadeia da PJ. Foram tomadas medidas de segurança adicionais em Lisboa para proteger Rui Pinto que detém um acervo informático com 70 milhões de documentos com informações sobre negócios obscuros no meio do futebol europeu.

Rui Pinto é para considerado um hacker (pirata informático) para os investigadores portugueses da PJ e um whistleblower (denunciante) para outros responsáveis, como a eurodeputada Ana Gomes.

Em janeiro, numa entrevista dada à Der Spiegel, ao Mediapart e ao canal público alemão NRD no seu apartamento em Budapeste onde se encontrava em prisão domiciliária, Rui Pinto afirmou: "Tenho medo de entrar uma prisão portuguesa, principalmente em Lisboa, e não sair de lá vivo."