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As máfias estrangeiras que viciam os jogos das nossas pequenas ligas

Chineses e sul-americanos investem apenas em clubes menores, há um clube que perdeu estranhamente por 10-0 e um ex-jogador português a ser seguido pelas autoridades

Hugo Franco

Entre os 28 acusados da Operação Jogo Duplo existem vários jogadores mas também treinadores, empresários e um clube

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À primeira vista, injetar dinheiro em clubes de futebol das distritais é um negócio suicida. Porque geram poucas receitas publicitárias, contam com um punhado de espectadores nas bancadas e só muito esporadicamente produzem craques à escala nacional. Fatores que por si só afastariam qualquer pessoa com olho para o negócio. No entanto, nos últimos três anos, vários empresários chineses e sul-americanos, nomeadamente da Argentina, têm entrado com dinheiro em sociedades anónimas desportivas e feito parte de administrações de coletividades amadoras.

“É uma espécie de mundo fantasma. Dado serem clubes de pequena dimensão passam facilmente despercebidos às autoridades. Ao contrário do que acontece nos emblemas das principais ligas”, salienta Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol.

Este dirigente está especialmente atento a clubes que alinham em campeonatos das associações de Lisboa, do Porto e de Setúbal. De acordo com dados consultados pelo Expresso, cerca de dez emblemas ficaram nas mãos de empresários oriundos destes países nos últimos anos.

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