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Os dados não mataram a estrelinha no futebol

Num mercado marcado pelo conservadorismo e a tradição, a entrada da análise de dados tem servido para revolucionar o pensamento de quem encarava o futebol como um jogo avesso à ciência. Quem quer estar na vanguarda do jogo já não dispensa a presença da estatística

Luís Cristovão

R. Powell

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O futebol é cada vez mais um jogo de números. Uma dimensão que, é certo, sempre lhe foi próxima. Da contagem das superioridades à contagem dos golos, o futebol poderá ser o desporto onde o “mais um ou menos um” é mais fundamental, tendo em conta a possibilidade de um só golo decidir campeonatos inteiros. O crescimento da dimensão analítica do jogo multiplica as possibilidades de o vivenciar. Aliado ao potenciamento do negócio, a análise estatística do futebol quebra barreiras e marca a diferença entre campeonatos já no presente. Falamos do futuro, mas de um futuro que está vivo e nos entra pela porta do estádio a cada momento.

Ler a autobiografia de Johan Cruyff é entender o caminho entre a paixão pelo jogo e a vontade de absorver todas as suas dimensões. “Em campo, eu olhava para todas as opções, mas apenas do meu ponto de vista. Interessava-me o processo. Se eu fosse capaz de analisar o próximo passo, teria a capacidade de tornar esse passo bem-sucedido”, escreve o antigo jogador e treinador holandês. Movido por diferentes experiências e contactos na Holanda, Espanha e Estados Unidos, Cruyff construiu uma filosofia para o jogo que ainda marca pontos em grandes clubes europeus. É exatamente por isso que, hoje, milhares de pessoas que não estão em campo, nem na linha lateral como treinadores, acabam por ser peças essenciais nas estrutura de clubes de futebol. Analistas que potenciam o conhecimento do jogo e transformam os mais pequenos pormenores em grandes vantagens competitivas. Porque, na realidade do ganhar ou perder, são as pequenas coisas que fazem toda a diferença.

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