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FIFA aperta as regras. Racismo e homofobia podem dar suspensão de 10 jogos - no mínimo

Clubes e jogadores que atuem contra as novas regras de comportamento da FIFA vão enfrentar a possibilidade de sanções bastante pesadas

Ana França

Marc Atkins/Getty

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O organismo que gere o futebol mundial tem regras novas - e bem mais pesadas - para os jogadores (e adeptos) que incorram em comportamentos discriminatórios.

“Qualquer pessoa que ofenda a dignidade ou integridade de um país, de outra pessoa, ou de um grupo de pessoas, por palavras ou atos, tendo por base razões de discriminação racial, étnica, por causa da sua origem social ou pela sua nacionalidade, bem como pelo seu género, deficiência, orientação sexual, língua, religião, opinião política, nível de pobreza, origem ou qualquer outro aspecto será sancionado com um mínimo de 10 jogos de suspensão, ou qualquer outra medida disciplinar equivalente”, lê-se no documento onde ficam detalhadas as novas regras que entra em vigor na próxima semana. No regulamento anterior apenas estava prevista uma suspensão de cinco jogos.

Mas as sanções não serão apenas aplicadas aos jogadores, serão também aplicadas aos clubes caso as suas massas associativas se comportem como a FIFA proíbe. “Se um ou mais membros de uma associação desportiva se comportar como descrito no parágrafo acima, o clube é considerado responsável e fica sujeito às seguintes medidas disciplinares: por uma primeira ofensa, jogará com menos espectadores no estádio e terá que pagar pelo menos 20 mil francos suíços (18 mil euros). Para os comportamentos reincidentes as sanções podem incluir multas, dedução de pontos, jogar um ou mais jogos sem espectadores, impedimento de jogar em determinado estádio, anulamento de um jogo, expulsão de uma competição ou relegação para um patamar inferior de determinada competição”.

“Tópicos no que diz respeito ao racismo e à discriminação foram atualizados, o que coloca a FIFA na frente da batalha contra comportamentos inaceitáveis e ao lado dos direitos fundamentais de cada pessoa”, lê-se num comunicado emitido pelo organismo esta quinta-feira.

Além das sanções potencialmente aplicáveis aos jogadores e aos clubes, a FIFA também prevê que os jogadores que sejam alvo de comentários ou ações discriminatórias possam ser chamados para depositar o seu testemunho junto dos órgãos responsáveis da FIFA.