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Advogado de Mustafa: o cliente é “filho de uma branca e de um pai não tão branco” e alvo de “terrorismo institucional” da procuradora

Continua o debate instrutório do Caso Alcochete. Os advogados de defesa mantêm o ataque à procuradora Cândida Vilar

Rui Gustavo

RUI MINDERICO

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A procuradora candida Vilar voltou a ser o alvo do advogado de um dos principais arguidos do processo de Alcochete. Filipe Coelho, que defende Nuno 'Mustafá' Vieira diz que a magistrada não teve “coragem” para vir ao tribunal ouvir os argumentos dos advogados e acusa-a de “terrorismo oficial”.

Tudo porque Mustafa está acusado de tráfico de droga, crime que está origem da decisão do tribunal da Relação de o mandar para prisão preventiva.

O advogado diz que a polícia encontrou 15 gramas de cocaína na casinha da Juve Leo, mas sugeriu que a droga era de um homem conhecido por Jojo que “tinha a chave e era o caseiro daquele espaço, onde, aliás, vivia”.

Filipe Coelho argumenta que o seu cliente é vítima de terrorismo institucional e que o interrogatório de Vilar a Jojo' mete medo'. “Eu fico com medo”, insistiu, contando que se recusou a assinar o auto das buscas à casinha apesar da insistência da GNR em que as ordens de Cândida Vilar fossem cumpridas. “Se alguém largasse haxixe no palácio de Belém alguém acreditaria que fosse do presidente Marcelo?”, exemplificou.

Já com o juiz Carlos Delca de sobrolho franzido, o advogado diz que defende um “filho de uma branca e de um pai não tão branco“ que nas palavras de Cândida Vilar é “nazi, fascista e nacionalista”. E 'preto'.

Filipe Coelho interpelou o juiz diretamente o juiz dizendo que o seu cliente não esteve na academia, não aparece em grupos de WhatsApp e por isso “não pode ser pronunciado”.“Deposito toda a minha confiança em si, juiz”.