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Cai acusação contra Ronaldo de abuso sexual. “Suspeitas não podem ser provadas”

Procuradoria de Las Vegas não vai levar a julgamento o processo contra Cristiano Ronaldo. Norte-americana tinha-o acusado de abuso sexual

Marta Gonçalves

Anadolu Agency/ Getty Images

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Cristiano Ronaldo não vai ser acusado nem levado a julgamento no caso Mayorga, confirmou esta segunda-feira o procurador de Clark, em Las Vegas. Foi considerado que as provas existentes até ao momento não são suficientes para provar que Ronaldo abusou sexualmente da norte-americana Kathryn Mayorga.

“Um pedido para acusação foi submetido pelo Gabinete do Procurador. Tendo em conta a informação apresentada até este momento as alegações de abuso sexual contra Cristiano Ronaldo não podem ser provadas sem margem para dúvida. Portanto, nenhuma acusação está prevista”, pode ler-se no comunicado divulgado pela procuradoria de Clark.

No documento agora revelado pela procuradoria é descrito com detalhe o que terá acontecido na noite de 13 de junho de 2009, numa discoteca e num hotel de Las Vegas: Kathryn Mayorga contactou as autoridades norte-americanas e disse ter sido abusada, foi então levada para o hospital para ser examinada.

“Pouco tempo depois, a equipa de investigadores chegou ao hospital para interrogar a vítima. Embora ela conhecesse a pessoa que alegadamente a abusou, recusou identificá-la ou dizer onde o crime teria ocorrido. Assim, a polícia foi incapaz de dar continuidade aos protocolos”, pode ler-se no comunicado. O desconhecimento da identidade impediu ainda as autoridades de avançarem com análises forenses. “A investigação criminal foi arquivada”

No entanto, pouco mais de um ano depois daquela noite, os advogados de Ronaldo e Mayorga chegaram a um acordo e “nos oito anos seguintes, as autoridades não ouviram mais nada por parte da vítima ou do perpetrador”. Só em agosto do ano passado, haveria de tocar o telefone no Departamento da Polícia Metropolitana de Las Vegas: Mayorga pedia a reabertura da investigação e já dizia o nome do alegado abusador. A investigação recomeçou.

É precisamente com base nessa investigação que a procuradoria se apoia para não levar o caso a julgamento e a acusar Ronaldo. “As provas não são suficientes”, argumenta.

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    Uma mulher norte-americana alega que Cristiano Ronaldo a violou em Las Vegas. Há alguns anos, a estrela de futebol pagou-lhe para ficar em silêncio. Em 2018, ela veio a público pela primeira vez e apresentou queixa contra Ronaldo. Tinha na sua posse um documento que podia ser extremamente perigoso para o jogador. Este artigo é da autoria da equipa da DER SPIEGEL, jornal parceiro do EXPRESSO no consórcio internacional de jornalistas de investigação EIC, e foi publicado pela primeira vez em outubro de 2018. É recuperado esta segunda-feira no dia em que a acusação contra o jogador caiu por não ser possível, segundo as autoridades norte-americanas, “provar as suspeitas”