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Federação de Andebol arquiva processo Cashball

O comunicado refere, porém, que o inquérito pode vir a ser reaberto caso surjam novas provas

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A Operação Cashball incide sobre dirigentes do Sporting e é investigada pela PJ e pelo DIAP do Porto há já alguns meses

Foto Adam Davy/EMPICS Getty Images

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O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Andebol arquivou o processo Cashball por não ter encontrado "indícios suficientes para determinar o prosseguimento do processo disciplinar contra qualquer clube ou agente desportivo”, disse o organismo em comunicado.

Cashball foi o nome dado ao caso que investigou uma denúncia do empresário Paulo Silva sobre um alegado esquema de corrupção envolvendo o Sporting e as equipas de arbitragem, com suposta viciação de resultados de jogos de andebol e de futebol nas épocas 2016/17 e 2017/18.

O comunicado explica em detalhe as razões que impediram dar seguimento a uma acusação: “No âmbito do referido processo de inquérito, foi realizado um vasto conjunto de diligências probatórias, tendo sido designadamente ouvidas mais de duas dezenas de testemunhas, incluindo 14 árbitros e pessoas não inscritas na Federação de Andebol de Portugal - e, portanto, não sujeitas ao poder disciplinar da mesma - referenciadas como tendo intervindo mais diretamente nos factos participados, não se apresentando, por ora, como viável e útil a realização de diligências adicionais de prova, designadamente tendo em conta que não foi possível aceder a elementos protegidos pela garantia constitucional da inviolabilidade das comunicações e pelo segredo de justiça”.

O processo de inquérito pode vir a ser reaberto “caso surjam ou se possa vir a aceder a novos meios de prova”, escreve ainda o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Andebol.