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Bruno de Carvalho chama “criminoso” e “cobarde” ao juiz do caso de Alcochete

Ex-presidente do Sporting já reagiu nas redes sociais à decisão de ir a julgamento no caso da invasão de Alcochete

Rui Gustavo e Hugo Franco

RODRIGO ANTUNES

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Bruno de Carvalho não perdeu tempo e já reagiu à decisão do juiz de instrução Carlos Delca que levou todos os 44 arguidos do caso da invasão de Alcochete a julgamento, esta quinta-feira. "Quem propositadamente permite que alguém seja continuamente enxovalhado, caluniado e difamado é criminoso... e cobarde", escreveu o ex-presidente do Sporting na sua conta do Twitter.

Recorde-se que em entrevista ao Expresso, o ex-presidente do Sporting disse que seria “absurdo” se viesse a ser levado a julgamento neste caso e acusou a procuradora Cândida Vilar de ter "uma agenda" ou "um distúrbio" mental.

“Será absurdo se me sentar no banco dos réus. Fui detido de uma forma vergonhosa, foram buscar-me a casa a um domingo, caluniaram-me”

Em entrevista ao Expresso, o ex-presidente do Sporting critica o processo do ataque a Alcochete

Bruno de Carvalho, que tinha de se apresentar diariamente numa esquadra, passa agora a fazê-lo quinzenalmente, mantendo-se inalteradas as restantes medidas aplicadas: o Termo de Identidade e Residência e a caução de 70 mil euros.

As medidas de coação foram aligeiradas para os 29 suspeitos que se encontravam em prisão preventiva. E só Nuno 'Mustafá' Mendes, o líder da Juventude Leonina, continuará detido até ao julgamento. "Porque não se verifica qualquer atenuação das exigências cautelares que presidiram à decisão de aplicação, ao arguido, da medida de coação de prisão preventiva", argumenta o magistrado.

Caso de Alcochete. Juiz senta Bruno de Carvalho e todos os arguidos no banco dos réus

Decisão instrutória mantém todos os termos da acusação. Só Nuno 'Mustafá' Mendes, o líder da Juventude Leonina, ficará em prisão preventiva

Os restantes detidos serão libertados e ficarão a aguardar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, embora em alguns casos ainda seja necessária luz verde dos serviços prisionais que vão apurar se existem condições em casa dos suspeitos para o uso da tecnologia da pulseira eletrónica. O juiz considerou que ficaram "atenuados os perigos" em relação aos factos ocorridos há pouco mais de um ano em Alcochete. E acrescenta que esta medida de coação "acautelará, de forma adequada e suficiente, os perigos que ainda se verificam, de fuga e de grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas".

O ataque à Academia de Alcochete ocorreu a 15 de maio de 2018 e provocou ferimentos em funcionários, técnicos e jogadores do Sporting incluindo Jorge Jesus, que abandonou o clube; Bas Dost, Acuña, William Carvalho e Rui Patrício. O ataque foi combinado via Whatsapp por vários elementos da claque Juventude Leonina, incluindo Fernando Mendes, antigo líder do grupo, que se teria desentendido com o jogador Acuña no aeroporto do Funchal depois de uma derrota contra o Marítimo.

“O próximo a levar no lombo era o Bruno de Carvalho. Alguém duvida?”

Advogado do ex-presidente usou mensagens dos adeptos divulgadas pelo Expresso para concluir que Bruno de Carvalho jamais poderia ser o mentor do ataque. Decisão instrutória conhecida a 1 de agosto