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Rui Pinto acusado de 147 crimes

Alegado hacker suspeito de extorsão na forma tentada, acesso ilegítimo, sabotagem informática e violação de correspondência

Hugo Franco, Pedro Candeias e Rui Gustavo

Maria Feck

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O alegado hacker Rui Pinto é acusado de 147 crimes pelo Ministério Público. A saber: um de extorsão na forma tentada, 75 de acesso ilegítimo, 1 de sabotagem informática e 70 de violação de correspondência (sendo sete destes agravados).

De acordo com a nota da Procuradoria-Geral da Reública, o arguido "muniu-se de conhecimentos técnicos e de equipamentos adequados que lhe permitiram aceder de forma não autorizada a sistemas informáticos e a caixa de correio eletrónico de terceiros."

Ainda segundo a PGR, Rui Pinto criou em 2015 o site Football Leaks, cujo "conteúdo foi sendo alimentado com recurso a documentos obtidos através da já referida intromissão não autorizada (...) este site divulgava informações confidenciais designadamente de valores de transferência de jogadores e treinadores, acordos entre entidades desportivas, cláusulas de contratos desportivos e de agenciamento de jogadores."

A PGR acrescenta que o Sporting, a FPF, a sociedade de advogados PLMJ e a própria PGR foram violadas a nível informático.

Além disso, Rui Pinto acedeu a computadores da Doyen Sports, "assumindo uma identidade fictícia e entrando em contacto com o representante legal da Doyen dizendo que pretendia uma quantia entre 500 mil a um milhão de euros para que toda a informação que tinha em sua posse fosse eliminada".

O alegado hacker encontra-se em prisão preventiva, medida de coação que o MP entende manter até ao julgamento.

O advogado Aníbal Pinto, então advogado de Rui Pinto, está sujeito a termo de identidade e residência, a medida de coação mais ligeira.