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Foi assim o dia 1 do julgamento de Alcochete: o arrependido que “sabia” e “não sabia”, o emprego de Bruno de Carvalho e a frase de Mustafá

Arrancou esta segunda-feira a primeira sessão do mediático julgamento de Alcochete, em que 44 arguidos irão ser acusados por mais de quatro mil crimes, entre os quais o de terrorismo. Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, é a figura central deste processo, pois o Ministério Público acusou-o de autoria moral da invasão de 15 maio de 2018. A sessão prosseguirá, na terça-feira, com três testemunhas ouvidas de manhã e outras três da parte da tarde

Hugo Franco, Pedro Candeias, Diogo Pombo (texto) e Tiago Miranda (fotografia)

TIAGO MIRANDA

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O resumo

O primeiro dia do julgamento do caso da invasão da Academia de Alcochete foi completamente dominado pela audição a Bruno Jacinto, oficial de ligação do Sporting com os adeptos. Ao longo de mais de quatro horas, Jacinto reiterou que desconhecia o objetivo dos elementos da claque da Juventude Leonina quando um deles lhe anunciou que iam até Alcochete. Garante que não instigou ninguém a atacar os jogadores, e que quando esteve na academia, durante 40 minutos, falou com cinco elementos da Juve Leo de cara descoberta. Todos estavam "incrédulos" com os acontecimentos violentos.

Foi parco em pormenores sobre a conversa que manteve no domingo anterior no aeroporto do Funchal com elementos da claque. Reiterou que ninguém da claque referiu ir agredir jogadores a Alcochete. Ainda assim, alertou André Geraldes por mais do que uma vez da vontade dos adeptos em se deslocarem até Alcochete. Mas não obteve feedback. naquele dia o team manager foi alvo de notícias sobre um processo de corrupção, o cashball. Admitiu que Geraldes reportava qualquer tipo de acontecimentos a Bruno de Carvalho.

Mas desconhece o que foi feito com a informação que reportou. Quinze minutos antes da invasão telefonou ao chefe de segurança da Academia, Ricardo Gonçalves e referiu que havia pelo menos três jogadores que poderiam ser alvo de descontentamento dos adeptos, Acuña, Battaglia e Rui Patrício. Jacinto alega não ter tido conhecimento de qualquer grupo criado no Whatsapp com intuito de bater nos atletas do Sporting.

Por motivos profissionais, Bruno de Carvalho está dispensado de ir a julgamento até ao dia das alegações do Ministério Público. Ao todo, foram dispensados 18 arguidos.

"A possibilidade de colocar os jogadores em segurança era fácil".

17h12: A sessão termina com a juíza a anunciar a audição a três testemunhas na terça-feira de manhã e outras três da parte da tarde. O mesmo acontecerá na quinta-feira. Nestes dois dias, todas as testemunhas serão militares da Guarda Nacional Republicana [GNR], dado ser mais fácil e rápido para o tribunal os notificar.

Fernando Mendes também deverá comparecer na terça-feira. O anterior líder da Juventude Leonina não compareceu por motivos de saúde.

17h08: Bruno Jacinto tinha apontamentos com números de telefone de Marcos Acuña e outro do contacto direto da Academia, num calendário. Define como normal ter este tipo de números por ocupar aquele cargo no clube.

16h56: Quando falou ao telefone com Ricardo Gonçalves, chefe de segurança de Alcochete, a 15 minutos das 17h, referiu três jogadores que podiam ser alvo de agressões. Soube disso, garante, através do que viu na Internet, negando ter sido Tiago Silva quem lho disse.

Não disse ao spotter da PSP que os adeptos iam a Alcochete por "não ter avaliado bem" o assunto. Foi Tiago Fernandes, ex-treinador interino do Sporting e filho de Manuel Fernandes, antigo jogador do clube, quem lhe mostrou, no telemóvel, o vídeo no qual se via o interior do balneário cheio de fumo de tochas. Garante, mais uma vez, que os cinco elementos da Juventude Leonina que estavam consigo ficaram "incrédulos" com toda a situação.

16h50: Paulo Camoesas coloca várias perguntas ao seu constituinte. Em algumas, Bruno Jacinto explica as suas funções como oficial de ligação do Sporting. Revela que havia jornalistas junto à entrada, junto ao segurança da Academia. Garante que sempre esteve num local visível, tal como cinco elementos de Juventude Leonina que se encontravam perto dele. Assegura não ter instigado ninguém para atos violentos.

Diz não ter conhecimento sobre conversas entre adeptos, em grupos fechados de WhatsApp, sobre a ida a Alcochete. Informa que foi membro da Juventude Leonina até março de 2017 - cerca de 14 meses antes da invasão - e volta a dizer que, em conversa com Tiago Silva no dia do ataque, não sabia a que horas se realizaria o treino nessa tarde.

16h38: "Notícias não me interessa. Só os factos", avisa a juíza, Sílva Pires, dirigindo-se ao advogado de Bruno Jacinto. Explica não querer saber o que André Geraldes disse, ou não, ao Expresso sobre a receção das mensagens de Bruno de Carvalho. "Só interessa saber se ele percebeu o que o senhor Jacinto lhe disse no dia anterior aos factos. Ele percebeu?", questiona a juíza. Bruno Jacinto diz pensar que sim.

Um dos arguidos mostra-se desagradado pelo facto de não poder ir à casa de banho. "Não quero má educação para com os funcionários e agentes da PSP. Vai um de cada vez à casa de banho", ralha a juíza.

16h28: Revelou que, até esse dia, qualquer sócio do Sporting podia viajar no mesmo avião que transportava a equipa, pagando um valor extra pela viagem. Bruno Jacinto garante apenas ter visto pessoas a fugirem da Academia já no exterior do complexo e que não viu ninguém a saltar o muro do recinto.

16h24: Prosseguindo a sessão, Jacinto diz não ter visto alguém ferido na Academia do Sporting e que apenas ouviu falar da cabeça aberta de Bas Dost. "A cabeça aberta do Bas Dost é que não", diz ter ouvido de um dos elementos que se encontrava perto de si, nesse dia. Reforça, igualmente, que André Geraldes reportava diretamente ao presidente Bruno de Carvalho.

16h21: Paulo Camoesas, advogado de Bruno Jacinto, interrompe a sessão, criticando o facto de estarem a fazer-lhe perguntas sobre quase tudo menos o que aconteceu a 15 de maio, dia do ataque à Academia. Aconselhou, também, Bruno Jacinto apenas a responder a questões sobre factos ocorridos nesse data.

Esta posição de Camoesas causa alguma tensão entre os dois advogados. Miguel Fonseca alega que ficará, por isso, em desvantagem relativamente a outros colegas que já colocaram perguntas a Bruno Jacinto.

16h17: Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pergunta em quantas reuniões entre membros da claque e da direção esteve presente Bruno Jacinto, que se recorda de duas: uma na sala da direção, a outra na casinha, já referida durante o julgamento.

16h14: A reunião na casinha da claque, no estádio de Alvalade, ter-se-á realizado um ou dois dias após o jogo entre o Sporting e o Atlético de Madrid, em abril do 2018. Estariam entre 40 a 50 elementos nesse encontro. Bruno Jacinto afirma conhecer bem a sede da Juventude Leonina e que as chaves da dita estavam com Jójó, um carpinteiro reformado que, alegadamente, quase vivia na casinha durante a semana.

16h09: Bruno Jacinto diz que Mustafá lhe mostrou desagrado, alguma vezes, pelas tochas arremessadas para o relvado durante os jogos, e que prejudicavam o clube. Frisa que não não falou diretamente, ou por telefone, com o líder da claque sobre uma invasão a Alcochete. Semanas depois do ataque, descobriu que 14 dos indivíduos presentes na Academia pertenciam à Juventude Leonina.

16h00: A advogada Alexandrina Viegas pergunta se Tiago Silva, vogal da claque, lhe pediu segredo da ida a Alcochete. Bruno Jacinto diz não se recordar que Tiago Silva o tenha feito.

15h58: O advogado Amândio Madaleno quer saber se é possível que elementos externos se infiltrem nas claques. Na tarde do ataque, Jacinto afirma desconhecer se poderiam entrar outras pessoas que não pertencessem à claque. Assegura não ter ouvido gritos ou troca de palavras exaltada entre William Carvalho e um dos homens de cara descoberta com quem esteve em Alcochete durante cerca de 40 minutos.

Diz, ainda, que não foi informado da identidade da pessoa que abriu a cabeça a Bas Dost, no balneário.

15h53: Em resposta às perguntas do advogado Aníbal Pinto, que se centram nos comportamentos da claque do Sporting - em concreto, nas tochas atirados para o relvado -, Bruno Jacinto repete que a claque anunciou, apenas, que ia a Alcochete manifestar o seu descontentamento aos jogadores. Defende que não podia adivinhar o que acabaria por acontecer. A juíza corta algumas destas perguntas por já terem sido respondidas, ou por serem senso comum.

Afinal, o que entendeu pela frase "façam o que quiserem aos jogadores"? Jacinto garante que, no máximo, pensou que fossem para falar com os jogadores de forma mais exaltada, não para lhes bater e confrontar fisicamente. Admite que, em tese, a ida a Alcochete serviria para motivar os jogadores para o jogo contra o Desportivo das Aves, na final da Taça de Portugal.

15h48: O advogado Carlos Melo Alves quer saber se Bruno Jacinto deu feedback, a Tiago Silva, da conversa que não chegou a existir com André Geraldes. Jacinto responde que não, acrescentando que não lhe pediram autorização para entrarem na Academia. Diz não saber se Tiago Silva pretendia o aval de André Geraldes. Lembra que era necessária autorização do clube, especificamente do diretor de segurança, para entrarem na Academia. Em dezembro de 2017, mais de 20 adeptos foram pedir explicações a Alcochete.

O advogado Miguel Matias quer saber se as idas à Academia eram consentidas pela direção do Sporting, ao que Jacinto responde que nunca participou nesse tipo de reuniões.

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15h42: Jacinto é confrontado com declarações feitas a um spotter da PSP, em que lhe disse desconhecer se alguém iria à Academia. A juíza, porém, lembra que, nessa altura, Jacinto já o sabia por intermédio de Tiago Silva. O arguido volta a lembrar que, das outras vezes, nada de grave se passou. Admite ter dito ao spotter da PSP que não sabia da ida dos adeptos a Alcochete, embora não tenha explicado esta aparente contradição.

15h39: Na reunião em Alvalade com as claques nada foi resolvido, nomeadamente, em relação ao post de Bruno de Carvalho no Facebook, a criticar a postura da equipa contra o Atlético de Madrid, em jogo a contar para a Liga Europa. Bruno Jacinto prefere não adiantar muitos pormenores sobre a referida reunião, resumindo, apenas, que nada ficou resolvido. Nessa reunião, ninguém falou em confrontar ou bater em jogadores, garantiu.

15h32: Jacinto disse que apenas avisou André Geraldes e Ricardo Gonçalves da ida dos adeptos a Alcochete. Foi lá, prosseguiu, que Fernando Mendes o terá informado que nada teve a ver com as agressões aos jogadores no balneário. Bruno Jacinto não garante que tenha sido Mustafá a dizer-lhe que foi o então presidente, Bruno de Carvalho, a deixar as claques fazerem o que quiserem com os jogadores. Jacinto afirmou, ainda, que falou com várias pessoas, na altura, que tinham viajado do Funchal, onde o Sporting jogara contra o Marítimo, para Lisboa.

14h55: Retornada a sessão, após pausa da almoço, Bruno Jacinto continua a ser interrogado pela procuradora do MP. O arguido explica que sentiu necessidade de voltar a contactar André Geraldes, porque era uma semana com a final da Taça de Portugal [contra o Desportivo das Aves] e tinha outros assuntos a tratar com ele, além da ida dos membros da claque ao centro de treinos de Alcochete.

12h42: Intervalo. A parte da sessão foi dominada pelo depoimento de Bruno Jacinto à juíza Sílvia Pires. O arguido carregou várias vezes na tecla, garantindo que desconhecia a intenção dos adeptos da JL. Isto mesmo depois de ter conversado na tarde de 15 de maio, a duas horas da invasão, com Tiago Silva, um dos cabecilhas da claque, junto ao Estádio de Alvalade. Revelou, ainda, ter tentado contactado várias vezes André Geraldes, o seu superior hierárquico no clube, mas que este não lhe atendeu nem respondeu a algumas mensagens.

12h19: Bruno Jacinto fala sobre a conversa que teve com Nuno Mustafá Mendes a propósito do facto de Jorge Jesus não ser mais treinador do Sporting. No avião para Lisboa, Mustafá disse a Bruno Jacinto que o presidente Bruno de Carvalho lhe tinha dito “façam o que quiserem”. Jacinto nega, ainda ter sabido de qualquer planeamento de adeptos para os jogadores na Academia, mas reconhece a existência de conversas entre os elementos das quatro claques e André Geraldes, que já fora oficial de ligação com os adeptos. “André Geraldes reportava diretamente ao presidente Bruno de Carvalho. Eu não tinha poder concreto de dizer para irem ou não à Academia. Reportei ao meu diretor”.

12h06: Bruno Jacinto garante que, quando chegou à Academia, viu pessoas a correr, algumas com a cara descoberta. “Se a GNR não fez nada ao grupo de cinco elementos da Juventude Leonina [ Fernando Mendes, Nuno Torres, Joaquim Costa, Sérgio Santos] quem sou eu para o fazer”.

12h02: Bruno Jacinto tenta por várias vezes relativizar a informação que tinha em mãos: que alguns elementos da JL iam à Academia de Alcochete. Isto, porque de acordo com este ex-oficial de ligação do clube, já não era a primeira vez que tal acontecia. Conta, aliás, um episódio passado meses antes em que os adeptos foram falar com Jorge Jesus.

11h48: Bruno Jacinto: “O Nuno Torres perguntou-me se lhe podia dar boleia até ao carro dele. Dei-lhe boleia. Perguntou-me se podia usar o meu carro para entrar na Academia, já durante a viagem. Perguntei a outro funcionário da Academia, o Ricardo Vaz, se era possível a portaria dar autorização para o BMW azul do Nuno Torres entrar. Era para ir buscar outros elementos. Fomos até ao Montijo, onde estava o carro dele. Eu segui, depois, para a Ponte Vasco da Gama. Não fiquei admirado por ver aquelas pessoas na Academia”.

Bruno Jacinto na chegada a Monsanto

Bruno Jacinto na chegada a Monsanto

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11h39: Bruno Jacinto: “Depois, tive outras coisas para fazer, questões administrativas e burocráticas. Passei a informação, que era a minha função, ao meu diretor. Não sendo possível ao meu diretor, liguei ao diretor de segurança da Academia. Fui à Academia logo que contactei o Ricardo Gonçalves. Era a minha função para ver o que ia acontecer e fazer de elo de ligação com os jogadores. Cheguei pelas 17h26 a Alcochete. O segurança abriu a cancela, depois de dizer que queria falar com alguns responsáveis. Vejo um grupo de pessoas - vi quem eram, eram cinco elementos da Juve Leo, Fernando Mendes, Nuno Torres, Joaquim Costa, Sérgio Santos... Foi então que comecei a perceber a situação. Os tais elementos da JL foram para a zona de formação, que é visível a todos. Falei com eles para perceber o que se tinha passado. Disse ao Fernando Mendes que aquilo nunca poderia ter acontecido e eles garantiram que tinham entrado, todos, de cara descoberta. Estive ali 40 minutos. O William de Carvalho parou o carro e falou com eles. Vi a GNR que nada fez e o Ricardo Gonçalves falou com eles muito descontente com a situação”.

11h35: Bruno Jacinto: “Alertei pelas 17h o diretor de segurança da Academia, Ricardo Gonçalves. Perguntou-me o que eles iam lá fazer. Disse-lhe que iriam questionar sobretudo os três jogadores que tiveram atritos no aeroporto, Acuña, Battaglia e Rui Patrício”.

11h30: Prossegue Bruno Jacinto: “Pelas duas, três da tarde fui a Alvalade conversar com o Tiago Silva [vogal da direção da Juve Leo] sobre o descontentamento dos adeptos e sobre a Taça de Portugal. Ele confirmou-me que iam à Academia, mas não de que forma iriam contestar a equipa. O Tiago Silva não me disse quantas pessoas iriam a Alcochete. Do outro lado da rua estava o Fernando Mendes, mas não falei com ele. A conversa aconteceu junto do multidesportivo em Alvalade. Tentei falar uma segunda vez com o meu diretor, por diversas formas, mas ele não me respondeu.”

11h23: Diz Bruno Jacinto, o arrependido, que esteve na Madeira no último jogo do Sporting da temporada 2017-18, três dias antes do ataque a Alcochete, mas que não esteve no aeroporto e não assistiu aos desacatos entre adeptos e alguns jogadores. “Só viajei no dia seguinte para Lisboa. Tive conhecimento que iam adeptos falar com jogadores a Alcochete por causa de um dos adeptos, tal como já tinha acontecido no passado. Os maus resultados causaram um grande descontentamento entre os adeptos. Reportei ao meu diretor André Geraldes, por mensagem. Ele só me perguntou se era amanhã e eu disse que sim. Mas não disse mais nada. Quando havia maus resultados, os adeptos iam à Academia e pediam para falar com jogadores e treinadores. Isso aconteceu quatro, cinco vezes em Alcochete desde o início da Academia”.

11h17: Quase nenhum dos arguidos que, para já, prestar declarações, depois de serem chamados novamente, um por um, pela magistrada. Apenas Bruno Jacinto, o arrependido, pretende prestar declarações. Só não foi ouvido Fernando Mendes, que não se encontra no tribunal por motivos de saúde. Bruno Jacinto era, recorde-se, que fazia o elo de ligação entre o clube e as claques de futebol; é acusado de ser um dos três autores morais do ataque.

Aníbal Pinto, advogado de quatro dos arguidos do processo falou aos jornalistas antes do julgamento.

11h07: Bruno de Carvalho é o último a apresentar-se e diz que é “comentador desportivo”. Os advogados e os arguidos prescindem da leitura da acusação

10h36: Os 44 arguidos apresentam-se, agora, à juíza, um por um. Dizem o nome, o estado civil, a naturalidade, a idade, a profissão e a morada.

10h29: Advogados foram revistados e protestaram por isso.

10h25: Nuno “Mustafá” Mendes, líder da Juve Leo, e Elton “Aleluia” Camará, membro da claque, os dois únicos presos preventivos do caso de Alcochete, já se encontram sala de audiências.

O ex-presidente do Sporting recusou prestar declarações à comunicação social. 

10h20: A juíza Sílvia Rosa Pires preside ao julgamento em Monsanto que se encontra com medidas de segurança apertadas. A procuradora é Fernanda Matias, Fátima Almeida e Dora Fernandes são as restantes juízas.

09h32: Arguidos entram no tribunal em fila, ordeiramente. Bruno de Carvalho, o mais mediático dos acusados, acabara de assomar ao Tribunal, rodeado de câmaras de televisão.

09h26: Advogados e arguidos chegam ao Tribunal de Monsanto. Alguns dos suspeitos de invadir a Academia de Alcochete vêm com o carapuço do casaco posto para tapar a cara. Nuno Torres, o suspeito que entrou com o BMW azul para ir retirar alguns elementos da claque na academia chegou no mesmo veículo ao tribunal.

TIAGO MIRANDA