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O 8.º dia do julgamento de Alcochete: a segurança, Bas Dost a chorar no chão e os pedidos dos jogadores para falar longe dos arguidos

Prosseguiu esta terça-feira o julgamento da invasão à Academia do Sporting, no Tribunal de Monsanto. O diretor de segurança da Academia continuou a ser ouvido, mas houve caras novas no julgamento do ataque em Alcochete: Manuel Fernandes e Paulo Cintrão também foram inquiridos, numa sessão marcada pelas questões sobre a segurança do local. No final da manhã, o advogado do Sporting anunciou que Bruno Fernandes, Ristovski, Coates, Acuña, Wendel, Maximiano, Mathieu e Battaglia pediram para ser ouvidos por vídeoconferência ou com os arguidos fora da sala

Hugo Franco e Lídia Paralta Gomes

TIAGO MIRANDA

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Apito final em mais uma sessão, a 8.ª, do julgamento do caso da invasão da Academia de Alcochete, num dia em que os pormenores de segurança da academia foram dissecados à exaustão, primeiro com Ricardo Gonçalves, que terminou o seu depoimento apenas esta terça-feira, depois com Manuel Fernandes e, por último, com Paulo Cintrão - o funcionamento do alarme de incêndio e das portas automáticas foram temas muito focados pelos advogados.

A sessão ficou marcada também pelo testemunho de Manuel Fernandes, um dos mais emocionais de todo o julgamento até agora. A ex-glória do Sporting deu alguns pormenores sobre o que encontrou no balneário momentos após o ataque, onde viu Bas Dost no chão a chorar. Manuel Fernandes sublinhou, no entanto, não ter presenciado as agressões, ainda que tenha sido ameaçado à entrada, com um dos homens que envergava um cinto.

Ao final da manhã, o advogado do Sporting, Miguel Coutinho, anunciou que oito dos jogadores envolvidos nos ataques, e que continuam neste momento na equipa principal (Bruno Fernandes, Ristovski, Coates, Acuña, Wendel, Maximiano, Mathieu e Battaglia), requereram que a sua inquirição fosse feita por videoconferência ou, em alternativa, sem os arguidos na sala, já que temem pelas pressões e pela sua integridade física. Só no final da sessão de quarta-feira o coletivo de juizes deverá decidir se aceita ou não o requerimento dos jogadores.

17h36: Termina o depoimento de Paulo Cintrão. Acaba a 8.ª sessão do julgamento. Na quarta-feira serão ouvidos Nelson Pereira, Miguel Quaresma e Raúl José, antigos adjuntos de Jorge Jesus.

17h27: O coletivo de juizes quer saber mais detalhes sobre a presença de Bruno Jacinto na Academia. "É só somar dois e dois", diz Cintrão. Ao que a magistrada Sílvia Rosa Pires responde que nem sempre dois e dois é quatro.

16h54: "No aeroporto da Madeira estavam lá mais adeptos, mas o que se notou mais foi o Fernando Mendes, que estava mais exaltado"

16h50: "Pedi para retirarem a tocha debaixo do carro do Nelson. Quando a tiraram arremessaram-na para um campo de erva seca"

16h48: "Claro que senti medo", confessa Cintrão

16h35: "Vi o Bas Dost curvado, a pingar sangue da cabeça", frisa Cintrão a Miguel Coutinho, advogado do Sporting no processo.

16h19: "Toda a gente ficou convencida que o Jesus ia sair. Foi uma reunião muito curta", relembra o assessor leonino, que diz ter ficado com a convicção que "o Sporting já não teria treinador para a final da Taça de Portugal".

"Estaria previsto que o Bruno de Carvalho fosse à Academia na tarde seguinte. De manhã recebo um telefonema do Nuno Saraiva a dizer que o presidente já não deveria ir à tarde. Perguntei se tinha que ver com a primeira página do Correio da Manhã, sobre o caso Cashball. Ele respondeu: 'Pois'. Depois de almoço vi o Jorge Jesus a chegar à Academia. Fiquei confuso".

16h15: "Na reunião com Bruno de Carvalho a seguir ao jogo, as pessoas não estavam satisfeitas. O presidente foi muito objetivo. Disse qualquer coisa como isto: 'Aconteça o que acontecer amanhã estarão comigo?'. O que pensámos foi: 'o Jorge Jesus já foi'".

16h12: "No final do jogo contra o Marítimo lembro-me que parte dos jogadores foram agradecer o apoio dos adeptos. Começaram a ser vaiados. Alguns vieram imediatamente para trás. Acuña foi um dos primeiros a virar costas. Na ida para o autocarro, os adeptos tiveram palavras pouco simpáticas. O Acuña e o Battaglia responderam com termos sul-americanos à letra. Dispenso-me de reproduzir palavrões".

16h10: Paulo Cintrão relembra outra ida de adeptos à Academia. "Aconteceu uma vez, deverão ter sido autorizados. Estiveram numa sala a conversar com o Jorge Jesus depois de dois jogos consecutivos em Chaves. Tudo acabou com palavras de incentivo à equipa".

16h08: "O Bruno Jacinto estaria perto do grupo que estava a falar com o Jesus e com o William. A dúvida que tenho é se já lá estava ou se estava a aproximar. Dei pela presença de André Geraldes uma hora e meia depois. Vi-o chegar, não sei se com o presidente Bruno de Carvalho. Mas Geraldes já vinha a pé".

16h05: "Não vi Jesus a ser agredido ou sinais de agressão", diz Paulo Cintrão. "Soube a posteriori que tinha sido agredido pelas costas".

16h03: "Vi Jorge Jesus e William Carvalho a falar com o Fernando Mendes e com o Aleluia. O Fernando Mendes disse que não tinha nada a ver com aquilo e que tinha ido de cara descoberta"

16h00: "Conheço o Emanuel Calças, do estágio dele [nos órgãos de comunicação do Sporting]. Não me recorde de conseguir identificar alguém na Academia. Foi desferido um cinto para a viatura do Ricardo Gonçalves. Só havia um indivíduo com um cinto".

15h58: "O Acuña não reagiu à agressão. Ficou perplexo. Um colega meteu-se à frente dele", diz ainda Cintrão, que recorda ainda a "camisola queimada de Mário Monteiro, por causa de uma tocha".

15h55: Continua a inquirição a Paulo Cintrão: "Dois minutos depois de entrar no edifício já teria saído toda a gente. Aquilo foi feito com rapidez. Depois de acontecer o que fizemos foi olhar à volta e ver se estava tudo bem com as pessoas. Houve um enorme sentimento de impotência com o que estava a acontecer".

15h52: "Fiquei com a ideia que não entraram todos no balneário. Começou a haver fumo, o balneário estava desarrumado quando lá cheguei, já a confusão estava toda feita. Estaria lá o plantel todo, 24 a 25 jogadores, pessoal de apoio, equipa técnica. Seriam umas 30 pessoas ligadas ao Sporting. Dos invasores não consigo quantificar. Havia muito barulho por causa do apito irritante do sistema de incêndio"

"Não posso dizer que ouvi ameaças. Vi a agressão ao Marcos Acuña por um individuo que suponho tivesse a cara descoberta. Mas não sei quem é".

15h45: Paulo Cintrão continua e fala do que viu dentro do balneário: "Vi o Bas Dost no chão com sangue na cabeça. Estava acompanhado. A confusão fez disparar o sistema de incêndio. Foi tudo muito rápido. Vejo o Acuña a levar um chapadão na zona do cachaço"

15h42: "Vi uns a tentar forçar a porta ao pontapé e a puxar. Ficámos sem reação, não estávamos à espera. Há um que desfere com a fivela do cinto no Porsche do Nelson Pereira. Foram atiradas tochas e uma delas foi retirada debaixo do carro do Nelson. Outra foi atirada para uma das varandas, outra para um dos campos. O balneário era uma confusão total".

15h39: "Estava na Academia, nos campos 2 e 3 da ala profissional, com um jornalista da Sporting TV. Ficámos perplexos com o que vimos: vi entrar uma série de indivíduos encapuzados. Vi um grupo, mas alguns estavam compartimentados. Um deles acendeu uma tocha, o meu colega Rolando Duarte, ainda vai ao punho do senhor que tinha a tocha, não me recordo se ela caiu. Ouvi-os dizer: 'eles não estão aqui, vamos aos balneários'", relata Paulo Cintrão.

15h35: Paulo Cintrão diz que conhecer alguns arguidos "de vista", nomeadamente Fernando Mendes e Elton "Aleluia" Camará.

15h30: Tem início a sessão da tarde do julgamento. Paulo Cintrão, assessor de imprensa da equipa principal do clube de Alvalade, já começou a ser ouvido.

TIAGO MIRANDA

13h40: "Estamos à espera do chibo", diz outro dos arguidos, que ouve um aviso de um dos polícias presentes para se calar.

13h38: A sessão da manhã termina com uma discussão entre a oficial de justiça do tribunal e um dos arguidos, Nuno Torres. "Ao chamar-me mentirosa está a faltar-me ao respeito. E a faltar ao respeito ao tribunal", diz em voz alta a oficial de justiça, Bárbara Martins.

13h37: Os oito jogadores em causa são Bruno Fernandes, Ristovski, Coates, Acuña, Wendel, Maximiano, Mathieu e Battaglia.

13h30: O advogado do Sporting, Miguel Coutinho, anuncia que oito dos jogadores do Sporting que estão previstos testemunhar na próxima semana querem instaurar um procedimento criminal contra os arguidos. Requerem que a sua inquirição seja feita por videoconferência para os proteger das pressões na sala de audiências onde encontram os arguidos. Alegam que essa presença em tribunal lhes seria prejudicial devido à pressão de estar perante os agressores. Em alternativa, pedem que os arguidos sejam afastados durante o seu depoimento no julgamento, para evitar que possa ser colocada em causa a sua integridade física.

13h27: Sobre o número de pessoas no local, Manuel Fernandes salienta que o "grupo mais numeroso era o da estrutura", antes de terminar a sessão da manhã.

13h22: Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, insiste sobre as horas em que o alarme foi acionado. E também sobre o momento da entrada de Manuel Fernandes no balneário e da saída dos adeptos desse local.

13h02: "Os adeptos no meu tempo nunca foram agressivos para nós. Não quer dizer que fosse o caso naquele dia. No meu tempo tínhamos uma forma de reagir e felizmente estes jogadores tiveram sangue frio"

12h59: "Os jogadores não iam sair. Ficaram estáticos e não reagiram a nada, foi o melhor para todos. Não vi os invasores a impedi-los de sair".

12h58: O número de invasores era o equivalente "a mais de três equipas de futebol", exemplifica Manuel Fernandes ao advogado Miguel Matias.

12h42: Manuel Fernandes: "O Bas Dost esteve dez ou quinze minutos ali caído"

12h28: "Pensei que ele iria dizer que o treinador se ia embora. E não associei as '16h na Academia' com a existência de algum treino".

12h26: "Houve uma conversa sobre mim e sobre o roupeiro Paulinho que não gostei", revela Manuel Fernandes. "Fui acusado de não defender o presidente na televisão".

12h23: Manuel Fernandes: "Estive numa reunião com o Bruno de Carvalho na 2.ª feira após o jogo com o Marítimo. Foi a terceira reunião do dia. Primeiro com os treinadores, depois com os jogadores e, por fim, a nossa era com o staff. Ricardo Gonçalves estava presente. A reunião durou 20 minutos e o presidente disse uma frase, que julguei que se queria referir ao despedimento de Jorge Jesus: 'Amanhã vamos todos estar na Academia às 16h. Aconteça o que acontecer vocês estão comigo?'".

12h18: "Bruno de Carvalho entrou lá com o André Geraldes uma hora e meia depois. Vi Geraldes e soube que o ex-presidente estava num gabinete. Já não estava lá nenhum dos adeptos. Geraldes passou e perguntou-me o que se tinha passado e eu respondi que aquilo era uma coisa estranha. Mas falei muito pouco com o André Geraldes, eu já estava de saída"

12h15: "Não me ameaçaram, além do que me disse para me desviar à entrada", revela Manuel Fernandes. "Não conheci os adeptos que invadiram a Academia e não vi o Fernando Mendes, que conheço bem".

Bas Dost foi um dos jogadores do Sporting agredidos por adeptos na invasão à Academia

Bas Dost foi um dos jogadores do Sporting agredidos por adeptos na invasão à Academia

DR

12h13: Manuel Fernandes diz que não viu "mais feridos além do Bas Dost, que tinha sangue".

12h11: "Quando entrei no balneário é possível que alguns tenham saído. Há outra saída. Estiveram lá mais antes, de certeza. Quando entraram na porta de vidro eram mais do 4 ou 5. Quando o fumo foi diluindo, alguns iam saindo. Fiquei um bocado no balneário a tentar acalmar a coisa, mas não foi muito tempo", sublinha o antigo jogador leonino.

12h06: "Foi uma coisa muito feia. Vi uma confusão muito grande, com a sala cheia de fumo. Uns a gritar, outros menos. Não foi nada normal. O rapaz que disse para eu me desviar levava um cinto na mão", diz Manuel Fernandes, que diz que não viu ninguém a agredir os jogadores: "O Bas Dost já estava caído quando passei por ele. Havia intimidação verbal, mas não me estou a lembrar do que eles diziam. Mas estavam descontentes com que o se tinha passado".

12h02: "Vi pelo menos quatro indivíduos de cara tapada no balneário. Já estavam a dialogar num tom agressivo com o Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Acuña. Não me apercebi do que diziam, não fixei, estava tão nervoso. Não sei se o William conhecia o rapaz que estava com ele, mas vi-os a dialogar. Depois saíram, não estiveram lá muito tempo"

"Estavam desgostosos com o que se passou no jogo da Madeira, mas havia outras formas de o fazer. Fui para casa porque não me estava a sentir bem. À noite vi, com espanto, os jogadores a entrar numa carrinha. Liguei ao treinador e dirigi-me para a esquadra"

11h52: Continua Manuel Fernandes: "O alarme de incêndio tocou durante muito tempo. Penso que foi quando o alarme começou a tocar que fomos para o balneário. Não vi betoneira de um alarme de incêndio estragada".

11h50: "Vi muito fumo, fumo verde. Nessa altura estavam adeptos dentro do balneário. Quatro ou cinco a falar, aos gritos. Disse-lhes para terem calma. Também no corredor. Não vi quem agrediu o Bas Dost", diz Manuel Fernandes.

11h48: "Fomos ao balneário passados uns 3, 4, 5 minutos. Entraram também alguns de cara descoberta. Outros ficaram lá fora, não entraram todos naquele corredor para o balneário. Vi o Bas Dost com sangue na cabeça, deitado no chão. Com uma pessoa do posto médico a agarrá-lo. O Bas Dost estava a chorar"

11h47: "Funcionários havia lá muitos. Onde eles estavam não sei. Ainda ficámos a tentar impedir que entrassem mais mas não conseguimos. Voltámos e fomos também ao balneário"

11h46: "'Desvia-te, Manuel, que isto não contigo', disse-me um de cara tapada. E foram para o balneário. Vinham espaçados, praticamente em fila".

11h44: "Forçaram a porta de vidro automática. Tinha qualquer dano lá. Abrimos a porta para sair e vimos que eles estavam a entrar na Academia. Não me recordo se a porta ficou aberta. Começámos a falar com as pessoas, a dizerem para terem calma", continua.

11h42: "Estava no meu gabinete com dois colegas e sentimos um grande alarido do exterior. Senti o estrondo da porta de entrada que era de vidro. Um grande barulho e vozes muito altas. Saímos logo os três [Manuel Fernandes, Pedro Brandão e José Laranjeira] do gabinete. Vimos que eles estavam a entrar", diz a antiga glória do clube.

11h40: Manuel Fernandes, membro do scouting da Academia na altura dos factos e que atualmente está "reformado", começa a ser inquirido. Diz só reconhecer Bruno de Carvalho entre os arguidos que estão na sala de audiência.

11h38: Sandra Martins, advogada de vários arguidos, pede ao tribunal uma reconstituição total dos factos, com a presença de Ricardo Gonçalves. "É falso que a testemunha tenha acompanhado" alguns dos constituintes durante a entrada e saída da Academia, diz a jurista.

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11h35: Termina o testemunho de Ricardo Gonçalves, coordenador de segurança da Academia de Alcochete à data dos factos. "Muito obrigada, o tribunal agradece-lhe. O senhor foi perguntado até à exaustão", diz a juíza Sílvia Rosa Pires.

11h34: "Não ouvi ninguém a dizer 'quero sair daqui'", diz Ricardo Gonçalves, naquela que foi a última pergunta feita por Miguel Fonseca.

11h33: O advogado de Bruno de Carvalho garante que dos 44 arguidos, só 14 são da Juventude Leonina.

11h32: Ricardo Gonçalves diz conseguir apontar os líderes mais conhecidos das claques do Sporting. Mas volta a frisar que só conseguiu identificar quatro adeptos que estavam de cara tapada na Academia. "Alguns deles não conheço pelos nomes verdadeiros", diz.

11h26: A juíza avisa várias vezes o advogado de Bruno de Carvalho para ser mais objetivo nas perguntas à testemunha. "Oh sr. doutor, qual é a questão? Se não vamos estar aqui a manhã inteira", vai dizendo a magistrada, mostrando sinais de impaciência com a duração da inquirição de Miguel Fonseca.

11h09: "Não tenho ideia se o alarme foi ou não novamente ligado", remata. Sobre Frederico Varandas, a testemunha recorda que era o diretor clínico do clube e estava naquele dia na Academia. "Vi-o lá pela manhã. E a posteriori dos eventos".

11h04: O alarme de incêndios está ligado a uma central de alarme da Academia. "Não me recordo de ter visto as horas em que foi acionado o alarme. Não me ocorreu na altura", diz Ricardo Gonçalves.

10h57: "Havia maneira de colocar os jogadores em lugar inacessível a pessoas no interior da Academia. Em tese, sim"

10h40: Passaram entre 10 a 12 minutos entre o telefonema de alerta de Bruno Jacinto a avisar a ida das claques à Academia e a sua ligação para a GNR a dar conta dessa informação: "Nunca me passou pela cabeça fechar o portão", diz, tal como já havia afirmado na véspera.

10h36: Ricardo Gonçalves: "Nunca me passou pela cabeça que pudesse haver uma invasão. Mas fiquei preocupado porque a visita da claque a Alcochete não tinha sido planeada nos moldes habituais"

10h34: "Vou tentar recuperar a minha fatura do telefonema que fiz ao Bruno Jacinto", diz Ricardo Gonçalves ao advogado. "Indesejadas para mim são sempre as visitas das claques na Academia, mesmo quando planeadas", frisa ainda.

10h29: Do que se passou no aeroporto do Funchal, Ricardo Gonçalves diz só ter visto as imagens que passaram na comunicação social: "Não vi o Fernando Mendes a falar à parte com Jorge Jesus. A minha preocupação era retirar os jogadores, recebi ordens de Jesus para tirar os jogadores dali". Gonçalves sublinha ainda que não ouviu ninguém dizer "amanhã falamos em Alcochete".

10h23: O julgamento começa com os episódios de insultos aos jogadores no Funchal, depois da derrota contra o Marítimo no ultimo jogo do campeonato. Gonçalves é instado a explicar como funcionou o cordão de segurança aos atletas naquele dia, antes e durante a passagem pelo aeroporto da Madeira. Ricardo Gonçalves diz que se os jogadores foram abordados é porque se dirigiram aos adeptos quando entravam no autocarro da equipa.

10h17: Arranca a sessão e é Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, a retomar a audição a Ricardo Gonçalves.

9h40: Bruno de Carvalho chega acompanhado do seu advogado Miguel Fonseca, tal como tinha acontecido no dia anterior. Não responde às perguntas dos jornalistas.

9h35: Fernando Mendes, antigo líder da Juve Leo, diz que foi uma coincidência ter estado em Alcochete na mesma altura que os adeptos de cara tapada. “Não sabia que havia alguém a combinar o que quer que fosse. Já não vi ninguém de cara tapada. Só ao longe, a 300 metros.” As afirmações foram feitas aos jornalistas antes do início do julgamento

9h30: O diretor de segurança da Academia de Alcochete na altura do ataque, Ricardo Gonçalves, volta ao Tribunal de Monsanto. Esta terça-feira é interrogado pela defesa de Bruno de Carvalho. Ontem esteve cerca de sete horas a ser ouvido pelo coletivo de juizes e por muitos dos advogados do processo. Foram comparados os depoimentos que deu por três vezes na fase de inquérito à GNR e à procuradora Cândida Vilar com a audição no tribunal. Mas de acordo com a magistrada Sílvia Pires foram sobretudo as omissões e não as contradições que ficaram à vista.

Esta terça-feira são também ouvidos dois homens da máquina do Sporting: Manuel Fernandes e Paulo Cintrão.

9h25: Bom dia. Mais uma vez, a Tribuna Expresso irá acompanhar ao vivo mais uma sessão do julgamento de Alcochete. Fique connosco ao longo do dia.