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Em 2020-21 não há falta se a bola bater entre “o limite inferior da axila” e a manga - e diminui a angústia do guarda-redes no penálti

O International Board emitiu um comunicado a especificar o que muda para a época 2020-21. A questão da "mão na bola", mas também o comportamento dos guarda-redes no momento do penálti são objeto de alterações

Pedro Candeias

Obviamente que assim é falta, Neymar

FRED TANNEAU

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O International Board (IFAB) comunicou as alterações às leis de jogo no futebol para a época 2020-21 e a principal novidade está relacionada com o sempre difícil momento de definir o que é bola na mão - e as consequências dessa consideração.

Assim, na próxima temporada, cada bola que toque na parte superior do braço - digamos, da axila até onde termina a manga de uma camisola -, deixa de ser falta. O IFAB é bastante preciso: "o limite do braço no ponto inferior da axila".

Por outro lado, o IFAB determina que, a partir de 2020-21, se alguém tocar na bola involuntariamente durante uma jogada ofensiva, o árbitro só deve apitar para falta se, na sequência do lance, nascer um golo - ou uma ocasião clara de golo -, o que faz cair por terra a lei ainda vigente, segundo a qual cada toque de bola na mão no processo atacante era considerado falta.

Mas há mais mudanças, escreve a a IFAB num documento: o árbitro "deve rever o lance no monitor sempre que o lance a revisto pelo VAR for suscetível a considerações subjetivas". Antes, o juiz principal tinha a escolha de rever, ou não; agora tem o dever de rever o lance no monitor.

Na marcação de pontapés de penalidade, também diz a IFAB: o guarda-redes só "infringe as leis de jogo", da sua ação, resultar uma defesa ao remate. Ou seja, e usando um momento que se vê bastante nos relvados, um guardião pode adiantar-se na linha e não lhe ser atribuída uma infração se o adversário chutar a bola para fora ou à barra.

Depois, os cartões amarelos: a partir da temporada 2020-21, e um atleta levar um cartão amarelo nos 90' e, depois, levar um segundo no desempate por penáltis, não será expulso - o caso constará, apenas no relatório do árbitro.

O documento, depois, deixa "alguns esclarecimentos adicionais":

— a violação pela mão voluntária de um defensor será considerada "ação voluntária" para determinar um fora de jogo;

— se o árbitro permitir a execução de um livre "rápido" ou conceder uma vantagem após a prática de uma infração que "interfira com um ataque promissor ou acabe por evitá-lo", nenhum cartão amarelo será mostrado;

— o futebolista que não respeitar a distância obrigatória de quatro metros numa bola parada será admoestado com um cartão amarelo.

— o toque com a mão voluntário por parte de um defesa será considerado no momento de determinar um lance de fora de jogo;

- Se o árbitro permitir a cobrança de uma falta rapidamente ou der lei da vantagem após uma falta que interfira numa jogada clara de ataque, não deve ser mostrado o cartão amarelo;

- Os jogadores que não respeitarem os quatro metros de distância obrigatória num lance de bola parada devem ser punidos com cartão amarelo;

- Se o guarda-redes marcar um pontapé de baliza ou uma falta para um companheiro e este devolver com o peito ou a cabeça, o lance deve ser repetido.