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40 adeptos dos No Name Boys agridem um adepto da Juve Leo. Segundo ataque em duas semanas

Agressores agiram de cara tapada mas a vítima consegue reconhecê-los, indica a PSP

Hugo Franco

CARLOS COSTA

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Um adepto da claque Juventude Leonina, de 32 anos, foi agredido por um grupo de cerca de 30 a 40 indivíduos, com o rosto tapado com camisolas de cor preta com as letras vermelhas alusivas à claque de futebol No Name Boys. As agressões tiveram lugar na tarde desta terça-feira em São João do Estoril (Cascais).

De acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, os suspeitos agrediam a vítima, que se encontrava sozinha, quando um agente da PSP, em patrulhamento de prevenção criminal no local, se apercebeu da situação e interveio de imediato, altura em que os suspeitos cessaram as agressões e se colocaram em fuga em várias direções, não tendo sido possível intercetar nenhum deles.

"Apesar da oportuna intervenção do agente policial, que evitou consequências mais graves, a vítima sofreu várias lesões, sendo por isso transportado para uma unidade hospitalar", refere a PSP.

De referir que apesar dos suspeitos estarem de rosto tapado, "a vítima reconhece-os em virtude de existir uma rivalidade antiga entre os mesmos".

É a segunda agressão em menos de duas semanas de adeptos dos No Name Boys contra elementos de claques sportinguistas. A primeira agressão ocorreu no dia 17, em Lisboa. Nessa altura, os desacatos aconteceram nas imediações do estádio de Alvalade. Os dois adeptos do Sporting, que pertencem ao Diretivo XXI, foram internados no Hospital de Santa Maria em estado grave.

De acordo com a PSP, à chegada ao local as autoridades localizaram as vítimas "homens, com idades entre os 20 e os 26 anos, que terão sido agredidos por um grupo de cerca de 15 indivíduos", que ainda estão por identificar.

O Sporting reagiu aos incidentes, repudiando "mais uma vez os episódios de violência que continuam a marcar a vida do desporto em Portugal, neste caso as agressões que tiveram lugar (...) perto das imediações do Estádio José Alvalade (...) que resultaram na hospitalização de dois adeptos".

Membros de uma claque do Benfica terão agredido violentamente membros de uma claque do Sporting. E o meu Benfica nada diz e nada faz

Vasco Mendonça, de Um Azar do Kralj, escreve sobre os dois incidentes: não deveria ser necessário um adepto acabar esfaqueado para que a relação de um clube com as claques fosse revista, ou para que a postura pública dessa mesma claque fosse reavaliada