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Invasão a Alcochete. Leitura do acórdão é esta quinta-feira

Coletivo de juízes presidido por Sílvia Pires vai decidir no próximo dia 28, às 9h30, sobre o destino dos 44 arguidos de um dos casos mais mediáticos dos últimos anos

Hugo Franco

Bruno de Carvalho foi ‘ilibado’ pelo Ministério Público nas alegações finais do caso de Alcochete

MÁRIO CRUZ/LUSA

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Depois de um adiamento causado pela pandemia do novo coronavírus, a juíza Sílvia Pires agendou para a próxima quinta-feira a leitura do acórdão do caso da invasão da Academia de Alcochete. A sessão de julgamento está marcada para as 9h30 no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Em julgamento estão 44 arguidos, entre eles o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho e o líder da claque Juventude Leonina, Nuno 'Mustafá' Mendes.

A 11 de março, Bruno de Carvalho foi 'ilibado' da autoria moral do ataque pela procuradora do Ministério Público Fernanda Matias, durante as alegações finais do caso. Quanto à expressão ‘quem está comigo?’, que o ex-dirigente proferiu numa reunião com a claque Juventude Leonina, o MP assegurou na altura que não podia ser feita ligação com as agressões aos jogadores. Ainda sobre a hora do treino mudada para o dia 15 de maio, o MP diz que não se provou que tenha sido feita por Bruno de Carvalho.

'Mustafá', o líder da Juve Leo, e Bruno Jacinto, oficial de ligação do Sporting com os adeptos, também foram 'ilibados' da autoria moral pelo MP, nessa sessão de julgamento. De fora ficaram os crimes de sequestro e também de terrorismo.

Já sobre os 37 arguidos que invadiram Alcochete foram acusados na altura pelo MP de introdução em lugar vedado ao público, ofensa de integridade física ou ameaça agravada.

Mais recentemente, um despacho da juíza Sílvia Pires de alteração não substancial dos factos, vem no mesmo sentido. Ou seja, que há 37 arguidos que deverão ser condenados por planearem e executarem a invasão e agressão aos jogadores e técnicos do Sporting. E tanto Bruno de Carvalho, como Nuno 'Mustafá' Mendes e Bruno Jacinto foram retirados da equação pela juíza.