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Sindicato dos Jornalistas exige que Bruno Lage apresente provas ou então se "retrate publicamente"

O sindicato quer ainda que o Benfica se demarque das declarações do treinador, que no final do jogo com o Santa Clara acusou os jornalistas de receberem "almoços, jantares e viagens" para promoverem outras pessoas para o seu lugar

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TIAGO PETINGA

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O Sindicato dos Jornalistas reagiu esta quarta-feiras às suspeitas levantadas por Bruno Lage na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro do Benfica com o Santa Clara, quando o treinador do Benfica acusou os jornalistas de estarem "muito preocupados" com o seu lugar, falando de supostos "almoços, jantares e viagens" pagos para promover outra pessoa para o cargo de treinador do Benfica.

Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas considera as acusações graves e solicita ao treinador "que apresente as provas que sustentam as suas suspeitas, que são graves e põem em xeque toda uma classe profissional".

Caso não tenha provas, o sindicato exige que Bruno Lage se "retrate publicamente" e que o Benfica "se demarque das declarações do treinador".

Leia aqui o comunicado na íntegra:

"O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considera graves as declarações proferidas pelo treinador do Sport Lisboa e Benfica, a 23 de junho, no final do jogo com o Santa Clara. Em conferência de imprensa, Bruno Lage acusou os jornalistas de alegados jogos de influência a troco de refeições e viagens.

Perante a gravidade das acusações feitas, o SJ solicita ao treinador que apresente as provas que sustentam as suas suspeitas, que são graves e põem em xeque toda uma classe profissional.

Na ausência dessas provas, o SJ exige a Bruno Lage que se retrate publicamente e ao Benfica que se demarque das declarações do treinador.

As considerações de Bruno Lage, com a visibilidade que o futebol lhe confere, não podem ficar sem um cabal esclarecimento, a bem da verdade jornalística e desportiva.

O SJ aproveita para reiterar o apelo às Direções dos órgãos de informação, e respetivos profissionais, para que reajam ativamente a este tipo de atitudes, que atentam contra os jornalistas coletivamente, e tomem posição pública contra as mesmas".