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15 ex-funcionárias dos Washington Redskins foram vítimas de assédio sexual e abuso verbal por elementos importantes do clube

Vários homens da confiança do proprietário do clube terão humilhado e feito comentários impróprios sobre as mulheres, quando elas ainda trabalhavam no clube de futebol americano. Os responsáveis pelos Redskins recusaram comentar a situação

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O jornal americano "The Washington Post" revelou, numa notícia publicada esta quinta-feira, que 15 ex-funcionárias da equipa de futebol americano Washington Redskins alegam ter sido vítimas de assédio sexual e abuso verbal enquanto trabalhavam para o clube da NFL. Apenas uma, Emily Applegate, aceitou que o nome fosse tornado público. As outras 14 preferiram manter-se anónimas com receio de represálias.

Segundo o jornal americano, as 15 mulheres foram vítimas de "membros do círculo", ou seja, executivos de Daniel Snyder, o proprietário do clube. Todas as tentativas de chegar à fala com Snyder foram infrutíferas.

Durante a semana passada, quando o "The Washington Post" contactou o clube devido às alegações, três funcionários acusados ​​de comportamento inadequado deixaram os Redskins de maneira abrupta, incluindo Larry Michael, a voz da rádio do clube, e Alex Santos, um dos diretores da equipa.

Em comunicado, o clube anunciou: “A equipa dos Washington Redskins leva a sério as questões de conduta dos funcionários. Embora não falemos publicamente sobre situações específicas de funcionários, quando são apresentadas novas alegações de conduta contrárias a essas políticas, abordamo-las prontamente”.

As acusações referem-se ao período entre 2006 a 2019. Algumas das 15 mulheres que fazem as denúncias assinaram acordos de confidencialidade com o clube, por isso, têm medo de que, caso critiquem de forma negativa, possam acabar nos tribunais. A equipa recusou um pedido do jornal sediado em Washington para que as funcionárias fossem autorizadas a falar abertamente, sem medo de represálias legais.

Emily Applegate, a única que aceitou ser identificada, conta que chegou aos Redskins em 2014 e, diariamente, estabeleceu uma rotina: encontrava-se com uma colega na casa de banho durante as pausas para o almoço. As duas falavam sobre os abusos verbais e assédio sexual que sofriam constantemente e choravam juntas. Entre as histórias está o relato de que um ex-chefe de operações chamava constantemente "idiota" a Emily e ordenava que ela vestisse roupa curta para reuniões com outros homens para que eles, nas palavras de Applegate, "pudessem ter algo para olhar".

Nenhuma das mulheres acusou diretamente o proprietário do clube, Snyder, de comportamento inadequado, mas todas mostraram dúvidas sobre o alegado desconhecimento do comportamento dos funcionários, uma vez que estes eram "membros de seu círculo".