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CDS diz que proibição do regresso do desporto infantil e jovem é “inadmissível” e "um atentado contra a saúde física e mental" das crianças

Em comunicado, o partido diz que não compreende como pode o desporto infantil e jovem ficar fora da retoma ao mesmo tempo que “se permitem eventos culturais e políticos, como a Festa do Avante”

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José Carlos Carvalho

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O CDS criticou esta quinta-feira as orientações da DGS para o desporto infantil e jovem, considerando “inadmissível” ao mesmo tempo que “se permitem eventos culturais e políticos, como a Festa do Avante”

“É incompreensível e um atentado contra a saúde física e mental das novas gerações”, pode ler-se num comunicado assinado pela porta-voz do partido, Cecília Anacoreta Correia.

“É inadmissível que apenas os escalões seniores possam retomar modalidades como futebol, andebol, voleibol, basquetebol, râguebi. Que o regresso às aulas ocorra sem desporto e o inverno sem atividade física, num país em que o desporto escolar tem uma fraquíssima implantação. Depois do confinamento e isolamento social experimentados, a saúde física e mental das nossas crianças reclama a retoma do desporto”, dizem ainda os centristas.

O CDS lembra ainda que “proibir as camadas jovens de regressar aos treinos e às competições é pôr em causa a subsistência de muitos clubes desportivos e suas escolas de formação” e “defazer equipas e sonhos de futuros campeões”, alertando para o aumento da “agressividade, obesidade e outros”.

O partido termina o comunicado a apelar para que o Governo intervenha urgentemente nesta matéria “instando a DGS a rever as orientações referidas em diálogo com a Confederação do Desporto de Portugal, permitindo um regresso em segurança da atividade desportiva por parte das camadas jovens” e também a que “não ignore completamente o desporto para deficientes”.