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Mão na bola não é bola na mão: UEFA pede à FIFA para que esta peça aos árbitros maior flexibilidade

Numa carta datada de 27 de outubro, a que a Associated Press teve acesso, o líder da UEFA, Aleksander Ceferin, lembrou que, recentemente, nos campeonatos e nas competições europeias existiram “vários casos de grandes penalidades assinaladas a punir o contacto involuntários dos jogadores com o braço ou a mão na bola”

Lusa

Charlotte Wilson/Offside

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A UEFA pediu à FIFA, numa carta enviada ao presidente Gianni Infantino, para ajustar a lei da mão na bola no futebol, defendendo maior flexibilidade dos árbitros, para evitar que os jogadores sejam punidos de forma injusta.

Numa carta datada de 27 de outubro, a que a Associated Press teve acesso, o líder da UEFA, Aleksander Ceferin, lembrou que, recentemente, nos campeonatos e nas competições europeias existiram “vários casos de grandes penalidades assinaladas a punir o contacto involuntários dos jogadores com o braço ou a mão na bola”.

“É necessário definir estritamente os casos em que realmente é irregular o jogo com as mãos ou braços. Têm acontecido muitas decisões injustas e com isso tem existido uma crescente frustração e desconforto na comunidade do futebol”, escreveu Ceferin.

O presidente da UEFA solicitou que essa situação seja já discutida no mês de novembro pela International Football Association Board, que é em parte controlada pela FIFA.

“A bola atingir as mãos ou os braços dos jogadores é algo que acontece com bastante frequência e, por ser algo que em grande parte das vezes é inevitável, não deve ser punido de forma excessiva. Atualmente, essa situação está a decidir os resultados dos jogos”, frisou.

A lei da mão na bola foi alterada pela International Football Association Board em março de 2019, altura em que também foi introduzido o videoárbitro nas principais competições oficiais.