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Bruno de Carvalho processa 39 jornalistas da Cofina e pede indemnização de €1,1 milhões

Ação judicial milionária contra Cofina e diretores e jornalistas das suas publicações deu entrada esta semana. Bruno de Carvalho justifica processo com notícias que classifica de difamatórias e caluniosas

Diogo Cavaleiro

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O antigo presidente do Sporting Clube de Portugal Bruno de Carvalho avançou com um processo judicial de mais de 1,1 milhões de euros contra a Cofina e jornalistas (e antigos jornalistas) das suas publicações, como o "Correio da Manhã" e o "Record".

A ação judicial contra o grupo de comunicação social deu entrada no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa esta terça-feira, 5 de janeiro, contando com um montante de pedido de indemnização global de 1.140.500 euros, segundo a consulta feita no Citius.

O processo visa a empresa, os diretores de publicações do grupo (CMTV, "Correio da Manhã", "Record", "Sábado", "Jornal de Negócios" e "TV Guia"), mas também alguns dos seus jornalistas. Alguns já não trabalham na empresa, tendo transitado para outros postos de trabalho. A mãe da filha mais velha de Bruno de Carvalho também é visada, por uma entrevista que deu à "TV Guia".

Bruno de Carvalho fala em “humilhação, calúnia e difamação”

Ao Expresso, Bruno de Carvalho adianta que as indemnizações variam consoante o papel de cada um dos jornalistas em notícias que considera caluniosas e difamatórias, acrescentando que oscilam entre os 2 mil e os 150 mil euros. "Teve a ver com a quantidade e a má qualidade da intervenção", explica. O processo, adianta, está a ser preparado há mais de um ano, conta com cerca de 400 páginas, às quais foram anexadas cerca de mil notícias.

Numa conversa esta semana na rádio On FM, o antigo líder do Sporting defendeu que o processo contra a Cofina seria o maior contra um grupo de comunicação social no país, até pela quantidade de visados, justificando com a ideia de que, com as notícias, a Cofina contribuiu para a sua “humilhação, calúnia e difamação”. “Foi a melhor maneira de acabar o ano”, disse, referindo-se a quando recebeu o processo preparado das mãos da sua advogada.

A colocação de processos judiciais contra jornalistas por Bruno de Carvalho não é nova, e já tinha acontecido quando estava ainda no Sporting – mas, nos tribunais, o ex-líder do Sporting também é réu em processos interpostos por terceiros. Com a Cofina, os conflitos são já antigos, sendo que Bruno de Carvalho tem sempre falado em perseguição.

Contactada, a Cofina não quis fazer comentários.