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Morte de Kobe Bryant: piloto do helicóptero estava proibido de voar numa zona de nuvens e poderá ter sofrido uma "desorientação espacial"

Conselho Nacional para a Segurança dos Transportes dos Estados Unidos diz que piloto disse aos controladores aéreos que estava a subir de uma zona nublada mas na realidade estava a descer. Contudo, ressalva que tal pode ter acontecido devido a uma "desorientação espacial" que pode suceder quando os pilotos não tem visibilidade

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O Conselho Nacional para a Segurança dos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) revelou esta terça-feria que o piloto do helicóptero cuja queda provocou a morte a Kobe Bryant, à sua filha Gianna e a outros sete passageiros, em janeiro de 2020, estava “legalmente proibido” de voar para uma zona de nuvens, mas mesmo assim fê-lo, o que acabaria por precipitar o acidente.

Já era do conhecimento da NTSB que Ara Zobayan, que faleceu no acidente, disse aos controladores aéreos que o helicóptero estava a subir para fora da zona nublada quando na realidade estava a descer, uma comunicação que aconteceu imediatamente antes do embate numa montanha perto da cidade de Calabasas. Contudo, diz agora a agência, isso não significa necessariamente que existiu negligencia por parte do piloto.

De acordo com a Reuters, a administração do NTSB sublinha que os pilotos podem sofrer de confusão no que diz respeito à altitude e velocidade quando não têm visibilidade. Será por isso discutido numa reunião esta terça-feira “o fenómeno de desorientação espacial” e o tipo de treinos que podem ser feitos “para contrariar estes efeitos”.