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Fernando Medina diz que autarquia não tinha competências para travar festa em Alvalade

Fernando Medina disse que colocar um palco no Marquês de Pombal seria "uma péssima ideia", que a câmara não tem nenhum poder de autorizar manifestações nem reuniões e que não entra no jogo do "passa culpas"

Hugo Franco

ANTÓNIO COTRIM

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O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, afirmou esta quinta-feira que o objetivo da autarquia foi o de encontrar uma solução para evitar a "concentração total" de pessoas no Marquês de Pombal, em Lisboa, durante os festejos do campeonato ganho pelo Sporting. Como tinha acontecido em anteriores festejos, com "um histórico de 100 mil pessoas", a exemplo da festa do título do Benfica.

"A proposta que estava em cima da mesa era de não se instalar um palco no Marquês de Pombal e de haver um autocarro que percorresse desde o estádio de Alvalade até ao Marquês de Pombal, ida e volta, sem parar no Marquês de Pombal. Isto é, trocar a concentração da praça do Marquês de Pombal por um espaço com 12 quilómetros, ida e volta, onde as pessoas pudessem estar distribuídas a ver a sua equipa, era uma situação que contribuiria para reduzir os ajuntamentos", afirmou, garantido que foi nesse sentido que a câmara de Lisboa trabalhou juntamente com a PSP, DGS e Sporting.

Frisou ainda que sem qualquer plano, teria havido "uma concentração descontrolada de pessoas no Marquês de Pombal".

Medina reforçou a ideia de que "a câmara não tem nenhum poder de autorizar manifestações, nem reuniões. Ou elas acontecem espontaneamente ou se tenta organizar com as autoridades, nomeadamente a segurança pública, um sistema que permita reduzir essa concentração." A manifestação promovida por elementos da Juventude Leonina junto ao estádio foi comunicada à Câmara Municipal e foi.lhes comunicado que deveria de cumprir o distanciamento social e uso de máscaras. O autarca diz ainda desconhecer que haja um parecer negativo da PSP contra essa manifestação. "Se o há deve ser dirigido à Polícia ou à Administração Interna. E não à câmara."

Também afirmou que a autarquia não tem competências para uma possível abertura do estádio de Alvalade aos adeptos para os festejos.

O autarca admitiu que "várias coisas não correram bem" durante os festejos, mas acrescentou que não iria contribuir para um debate de "passa culpas ou de aproveitamento político". Lembrou ainda que o Governo já anunciou que pediu ao Ministério da Administração Interna um relatório sobre todo o relacionamento das entidades neste âmbito. E foi aberto um inquérito à PSP.

Fernando Medina afirmou que há lições a tomar neste processo e que por isso na receção da equipa campeã nos paços do concelho, que em anos anteriores tem uma fase que é pública e que no próximo dia 20 de maio será fechada para a equipa e seus convidados.