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A partir de 14 de junho, recintos desportivos poderão contar com público até 33% da sua capacidade

O primeiro-ministro António Costa anunciou, esta quarta-feira, que todos os recintos desportivos do país poderão contar com a presença de público, até 33% da sua capacidade, a partir de 14 junho. Poderá ser exigido um teste negativo à covid-19 para cada espetador

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Carl Recine - Pool

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Os recintos desportivos em Portugal poderão voltar a ter pessoas a assistir, na bancada, a partir de 14 de junho. O anúncio foi feito por António Costa, esta quarta-feira, durante a comunicação do primeiro-ministro ao país, que serviu para revelar as novas medidas de desconfinamento, a aplicar durante o verão.

A medida surge quatro dias após o Estádio do Dragão ter recebido pouco mais de 14.000 pessoas - inicialmente, foi autorizada a presença de 16.500 - na final da Liga dos Campeões, ganha pelo Chelsea (1-0) contra o Manchester City. O jogo realizou-se no Porto e com autorização das autoridades portuguesas, a quem a UEFA agradeceu pelo "grande sucesso" que considerou ter sido o evento.

Mas, até então, e especificando no futebol, os únicos jogos de competições nacionais que tiveram adeptos nas bancadas tinha sido nos Açores. Em Portugal Continental, apenas três partidas de FC Porto (Liga dos Campeões), Benfica e Sporting de Braga (Liga Europa), realizados em outubro e organizadas pela UEFA, tiveram a presença de público.

A partir de 14 de junho, de acordo com o anunciado pelo primeiro-ministro, os estádios e pavilhões em Portugal poderão voltar a público, embora apenas até 33% da sua capacidade oficial - e poderá ser pedido um teste negativo à covid-19 a cada espetador, caso a Direção-Geral de Saúde (DGS) assim o determine.

“No que diz respeito à atividade desportiva, deixa de haver restrições nos escalões de formação e modalidades amadoras, devendo ter lugares marcados e regras de distanciamento definidas pela Direção-Geral da Saúde sempre que se realizem fora de recintos desportivos, e 33% quando se verifiquem em recintos desportivos”, explicou o primeiro-ministro.

Depois, numa segunda fase desta nova vaga de medidas de desconfinamento, a começar "a partir de 28 de junho" e "que se prolonga até ao fim de agosto", revelou António Costa, "as modalidades e escalões profissionais ou equiparados podem funcionar dentro dos recintos com lotação de 33%, fora dos recintos com outras regras a definir pela DGS, como por exemplo obrigatoriedade de testagem".