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Agente corrompeu funcionário da embaixada portuguesa em Bissau para obter vistos para jogadores para a I Liga. Foram ambos condenados

Arguidos foram condenados por corrupção, falsificação de documentos e falsidade informática, depois de uma investigação do SEF que teve origem numa informação das autoridades alemãs. De acordo com o SEF, “[o agente] corrompeu o funcionário consular, logrando assim obter vistos para jogadores de futebol que entraram em Portugal para jogar num clube da 1ª Liga”

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Um funcionário da secção consular da embaixada de Portugal em Bissau e um agente de futebol foram condenados a seis e dois anos de prisão, respetivamente, deu conta o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), numa nota enviada às redações.

Os arguidos foram acusados pelos crimes de corrupção, falsificação de documentos e falsidade informática.

O funcionário consular, de 41 anos, estava em prisão preventiva desde 23 de dezembro de 2020. Segundo a acusação, simulou a emissão de vinhetas de vistos a cidadãos guineenses, algo que depois era anulado informaticamente, ficando assim com vinhetas em branco para vender por quantias importantes. Essas vinhetas, pode ler-se na nota do SEF, “eram preenchidas de forma fraudulenta e colocadas em passaportes, autorizando os seus titulares a entrar na Europa”.

Este caso condenou ainda um agente de futebol, de 57 anos, a dois anos de pena suspensa, “mediante o pagamento de quantia monetária definida pelo Tribunal a uma instituição de solidariedade social”, por um crime de corrupção ativa agravado. De acordo com o SEF, “[o agente] corrompeu o funcionário consular, logrando assim obter vistos para jogadores de futebol que entraram em Portugal para jogar num clube da 1ª Liga”.

A investigação do SEF, que agora culmina em condenações, teve como ponto de partida uma informação das autoridades alemãs, depois de sinalizarem sete cidadãos iranianos no aeroporto de Frankfurt que estavam a usar os tais vistos nos passaportes acima mencionados, “com os quais pretendiam entrar no espaço Schengen”. Mais: um desses vistos foi também detectado no aeroporto de Barcelona.