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Luís Filipe Vieira passa a segunda noite nos calabouços da esquadra da PSP de Moscavide

Presidente do Benfica passou a tarde no Tribunal Central de Instrução Criminal juntamente com os três arguidos da Operação Cartão Vermelho. Regressa amanhã ao tribunal para ser interrogado pelo juiz Carlos Alexandre

Hugo Franco

JOSÉ COELHO/LUSA

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Luís Filipe Vieira, o presidente do Benfica, vai pernoitar pela segunda noite consecutiva nos calabouços do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, em Moscavide. O Presidente do Benfica passou a tarde no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, mas ainda não foi interrogado pelo juiz Carlos Alexandre. Tal deverá acontecer amanhã, sexta-feira. Só depois serão conhecidas as medidas de coação a aplicar pelo juiz de instrução.

O Ministério Público pretende que a medida de coação a ser aplicada a Vieira seja mais pesada que o termo de identidade e residência devido à gravidade dos crimes que estão em causa, ao risco de fuga, continuação da atividade criminosa ou destruição da prova.

Esta tarde, os advogados dos quatro detidos da Operação Cartão Vermelho estiveram a consultar o processo sobre as alegadas fraudes do dirigente encarnado em negócios e transações com o Estado, Benfica e Novo Banco que ascendem a mais de 100 milhões de euros.

O Expresso teve acesso ao mandado de detenção a Luís Filipe Vieira que revela que o presidente do Benfica e as empresas que domina criaram "esquemas de fraude" para delapidar o património da Benfica SAD, do Novo Banco e do Estado português, "quer em sede de arrecadação de impostos quer em sede de financiamento público ao fundo de resolução e ao mecanismo de acordo de capital contingente".

De acordo com uma nota do Conselho Superior da Magistratura, a entrega dos autos no TCIC, com origem no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), esta quinta-feira, ocorreu pelas 15h17. Já o despacho que determina a passagem a primeiro interrogatório judicial, foi proferido pelas 15h35 horas. O início da identificação dos arguidos e comunicação dos factos, ocorreu pelas 15h40. Aos advogados foi disponibilizada uma sala individual para conferência com o seu constituinte e para consultarem os meios de prova, a partir das 15h45. As identificações e comunicação de factos terminaram às 16h07.

A investigação começou em 2018 e os factos remontam até 2014. O presidente, juntamente com o seu filho Tiago Vieira, e os empresários José António dos Santos, conhecido como "Rei dos Frangos", e Bruno Macedo são suspeitos dos crimes de burla qualificada, abuso de confiança agravada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.