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COP26. Organizações desportivas mundiais querem atingir o ponto zero de efeito de estufa em 2040

A S4CA, que congrega 273 membros no universo internacional de modalidades e eventos desportivos, propôs-se a reduzir em metade as emissões de gases poluentes até 2030, colocando para 10 anos depois a meta da neutralidade carbónica

Lusa

Owen Wright, surfista australiano, em Teahupo'o, quando venceu a etapa do Tahiti do circuito mundial de surf, em 2019

Matt Dunbar/WSL

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A Estrutura do Desporto pela Ação Climática (S4CA), no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC), anunciou, esta quarta-feira, o objetivo de reduzir para metade as emissões poluentes no setor até 2030.

A S4CA, que congrega 273 membros no universo internacional de modalidades e eventos desportivos, propôs-se ainda atingir o 'ponto zero' de efeito de estufa em 2040, no quarto dia da 26.ª conferência da ONU sobre alterações climáticas (COP26), que decorre até 12 de novembro, na cidade escocesa de Glasgow.

Sporting, Federação Portuguesa de Judo e Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal são as instituições portuguesas que constam da lista oficial de participantes na S4CA, embora sejam igualmente membros diversas organizações e federações, como o Comité Olímpico Internacional ou a FIFA, com jurisdição sobre clubes e federações lusas.

Esta entidade global no âmbito do desporto pela neutralidade carbónica e estabilização das temperaturas do planeta vai ainda promover a 'Corrida ao Zero', representando 733 cidades, 3.067 empresas, 173 grandes investidores e 622 instituições de ensino superior.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.