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FC Porto confirma buscas e garante que “colaborou” com a investigação

O clube emitiu um comunicado a confirmar ter sido alvo de buscas, esta segunda-feira, efetuadas por investigadores do Ministério Público. Em causa estão "suspeitas das entidades judiciais de crimes de abuso de confiança, fraude fiscal e branqueamento de capitais que tiveram a sua génese em movimentos financeiros relativos a transferências de jogadores de futebol"

Lusa

Octavio Passos/Getty

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A SAD do FC Porto confirmou, esta segunda-feira, as buscas às suas instalações e garantiu ter colaborado com a equipa de investigadores do Ministério Público (MP), em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD [...] vem informar o mercado que foi alvo de um mandado de busca, ao longo do dia de hoje, nas suas instalações, por suspeitas das entidades judiciais de crimes de abuso de confiança, fraude fiscal e branqueamento de capitais que tiveram a sua génese em movimentos financeiros relativos a transferências de jogadores de futebol", lê-se.

No mesmo documento, o FC Porto garantiu que "colaborou com a equipa de investigadores, cujo trabalho visou a apreensão de documentos que pudessem interessar à investigação".

O Ministério Público (MP) está a investigar o pagamento de comissões superiores a 20 milhões de euros relacionados com transferências de futebolistas e hoje efetuou 33 buscas, entre as quais na SAD do FC Porto e numa instituição bancária.

Em comunicado, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) refere que na investigação estão “factos ocorridos pelo menos desde 2017 até ao presente, com forte dimensão internacional e que envolvem operações de pagamento de comissões de mais de 20 milhões de euros”.

O DCIAP acrescenta que as diligências de hoje “visam investigar a suspeita de prática de crimes de fraude fiscal, burla, abuso de confiança e branqueamento, relacionados com transferências de jogadores de futebol e com circuitos financeiros que envolvem os intermediários nesses negócios”.

Na execução dos 33 mandados de busca realizados em Lisboa e no Porto, que incluíram a SAD (Sociedade Anónima Desportiva) do FC Porto, uma instituição bancária e diversas residências, “participaram 85 elementos da Inspeção Tributária e da PSP, bem como magistrados do MP”.

Fonte ligada ao processo confirmou também à Lusa que o DCIAP e a Autoridade Tributária, apoiados por elementos da PSP, fizeram buscas à casa do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, e às instalações do clube.

A mesma fonte indicou que este inquérito é um processo autónomo da operação ‘Cartão Vermelho’.

A operação de hoje foi avançada pela revista Sábado, que revelou que as buscas envolvem também os empresários de futebol Pedro Pinho e Alexandre Pinto da Costa, filho do presidente do FC Porto.