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Extreme E. Corridas de SUVs elétricos dão voz ao ambiente e à igualdade de género: “É um desporto com mais propósito do que qualquer outro”

É uma corrida diferente de qualquer outra. Pelos carros, as localizações, o transporte, mas, acima de tudo, pela mensagem que pretende passar. Mais do que um espetáculo de SUVs elétricos, a Extreme E é uma plataforma para as causas ambientais e a igualdade de género, pois cada equipa tem um homem e uma mulher como pilotos. A Tribuna Expresso falou com Nico Rosberg, ex-campeão mundial de Fórmula 1, cuja equipa lidera esta corrida

Rita Meireles

Nico Rosberg, antigo campeão mundial de Fórmula 1, é o dono da equipa que lidera atualmente o Extreme E. Quem vai em segundo? A equipa de Lewis Hamilton

Steven Tee

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É uma competição à qual não pode assistir ao vivo, mas não é por causa da covid-19. Foi criada por Alejandro Agag, mas não é Fórmula E. Fazem parte Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Jenson Button, mas não é Fórmula 1. Também não se trata de rali ou da W Series, ainda que tenha nomes como Carlos Sainz, Molly Taylor e Jamie Chadwick envolvidos.

O que é afinal a Extreme E? De uma forma muito resumida é uma corrida disputada por SUVs elétricos nos locais mais remotos e ameaçados do planeta. Dito de outra forma, é a corrida que pretende lembrar os que assistem sobre a importância de questões como sustentabilidade ou igualdade de género, assim como alertar para os problemas que o mundo enfrenta, desde as alterações climáticas até à desflorestação.

“Eu percebi que faltava algo nos desportos motorizados, que era dar uma solução à questão climática e ecológica, aos desafios que o planeta enfrenta”, explica Alejandro Agag, fundador da Extreme E, à Tribuna Expresso. A solução passou pelos elétricos e nasceu a Fórmula E, mas não foi suficiente. “Depois quis elevar os desportos motorizados elétricos ao próximo nível e isso foi a Extreme E. Levar as corridas lá [aos locais onde as alterações climáticas são mais visíveis] e usar o desporto como uma plataforma para destacar as alterações climáticas”, afirma.

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