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Automobilismo

A W Series juntou 18 mulheres na grelha e mudou o mundo dos desportos motorizados. “É o velho hábito: se podes vê-lo, podes sê-lo”

Um grupo de mulheres juntas teria sempre mais impacto que apenas uma no meio de vários homens. Catherine Bond Muir sabia disso e agora qualquer jovem rapariga com o sonho de ser piloto vai saber também, assim como as que sonham ser engenheiras ou mecânicas. Para conhecer o universo W Series, que vai muito além das corridas, a Tribuna Expresso falou com Catherine, Bruna Tomaselli e Vicky Piria

Rita Meireles

Maja Hitij

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“Se simplesmente mudar”. Foi com este pensamento em mente que Catherine Bond Muir avançou com a ideia da W Series. As pessoas que lhe apontavam os motivos porque o projeto não iria resultar eram mais do que as que acreditavam que poderia ser um sucesso, mas a fundadora e diretora executiva da competição acreditou que se juntasse 18 mulheres na grelha de partida ao mesmo tempo, então a mudança aconteceria da noite para o dia. “Eu sou impaciente e pensei ‘se simplesmente mudar’”, diz Catherine à Tribuna Expresso.

E mudou.

Após surgir a ideia de criar uma série de corridas no feminino numa conversa com amigos, uma pesquisa mostrou-lhe que homens e mulheres podem competir juntos nesta modalidade, sendo assim não haveria necessidade de avançar com o projeto. Mas Catherine não ficou totalmente convencida. O ano era 2015 e várias modalidades estavam a ver as suas ligas femininas ganhar mais relevância no Reino Unido - futebol, râguebi, críquete - mas no caso dos desportos motorizados a tendência era inversa.

“Se eu olhasse para trás, para o que estava a acontecer nos desportos motorizados nos oito anos anteriores, o número de mulheres a participar em lugares individuais estava de facto a diminuir. Havia um problema tal naquele momento que algo precisava de mudar”, afirma.

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