Tribuna Expresso

Perfil

Alexandra Simões de Abreu

Alexandra Simões de Abreu

Jornalista

Licenciada em Ciências da Comunicação, iniciou o percurso profissional na "Gazeta dos Desportos", em 1995. Um ano depois entra para o Expresso. Esteve dez anos na secção do Desporto, foi editora da Sociedade e há sete anos que escreve sobretudo na Revista.

  • "A festejar o Europeu um jogador deu um pontapé na parede e ficou com a perna presa. Cada um que entrava no quarto, em vez de ajudar ria-se"

    A casa às costas

    João Paiva começou no Olivais e Moscavide, passou para o Sporting e, aos 36 anos, confessa que a maior frustração da carreira foi não ter conseguido vingar na equipa principal do clube de Alvalade. Ainda assim, garante que não trocava nada do que tem agora por isso. Depois de épocas menos felizes no Marítimo e no SC Espinho e de histórias mal contadas com empresários, aventurou-se e nunca mais voltou. Começou pelo Chipre, onde diz ter feito a melhor época de sempre, que culminou com o título de campeão e o de "cozinheiro do Apoel". Mas foi na Suíça que criou raízes e construiu o futuro. Nesta entrevista conta histórias do Europeu sub-16, em 2000, e de como pegou fogo a uma cozinha, entre outras. Tem um curso de gestão desportiva, um Master em coaching do Instituto Johan Cruyff e está a tirar o nivel UEFA A do curso de treinador, função que já desempenha

  • Luís Leal: “O Sá Pinto, ao querer ganhar sempre, acaba às vezes por passar um bocado o limite. Mas é uma grande pessoa"

    A casa às costas

    Aos 32 anos, Luís Leal mantém a mesma timidez com que entrou no Sporting, aos 10 anos, depois de ter começado a dar os primeiros chutos na bola no Arrentela, clube da terra onde cresceu. Nascido em solo português, filho de são-tomenses, acabou por não vingar no futebol português ao mais alto nível, optando por isso por jogar fora e representar a seleção de São Tomé e Príncipe. Andou pelas Arábias, experimentou o Chipre e a Turquia, mas foi na América Latina que assentou arraiais, nos argentinos do Newell's Old Boys, onde começou Messi e também brilharam Batistuta e Maradona

  • “Em Inglaterra, no Ano Novo, até bêbado podes chegar que o treinador não liga. Se o Wes Brown está com os copos, o que posso eu fazer?”

    A casa às costas

    Na primeira parte da longa entrevista que Nani deu a Tribuna, o jogador fala da vida atual nos EUA, da família, do bairro "Sucupira" onde cresceu, do início da carreira no Real Massamá; conta como andou a treinar no Benfica e no Sporting ao mesmo tempo antes de se decidir pelo clube de Alvalade e descreve como foi chegar ao Manchester United, viver com Cristiano Ronaldo e aprender com Sir Alex Ferguson. Pelo meio relembra histórias divertidas, outras mais dramáticas - e fala de tentações

  • Edinho: "Onde investi o dinheiro? Comprei um carrossel que costuma estar nas festas do norte. Tenho encontrado gente espetacular nas feiras"

    A casa às costas

    Aos 37 anos, Edinho sente-se com forças e capacidade para voltar a representar a seleção nacional. Recentemente comprou uma máquina utilizada pelos ciclistas da Movistar, para acelerar a recuperação e, inspirado em Cristiano Ronaldo e LeBron James, começou a publicar pequenos vídeos no Instagram, nos quais dá conselhos aos mais novos. Depois da formação feita no Almada, sob supervisão do pai, ex-futebolista, que estava sempre pronto a criticá-lo, rumou ao norte, onde representou SC Braga, Paços de Ferreira e Gil Vicente, antes de regressar a Setúbal. A seguir inicia aventura lá fora, primeiro na Grécia, depois em Espanha e por fim na Turquia. De regresso a Portugal, passa novamente pelo V. Setúbal, e pelo Feirense, até chegar ao Cova da Piedade. Entre várias histórias que metem Fernando Santos e Sérgio Conceição, por exemplo, revela que tem dois filhos, mas que gostava de ainda ter uma menina. E confessa ser viciado na PlayStation

  • “Quando vesti o fato de treino da seleção nacional, casei para o resto da vida com o judo”

    Entrevistas Tribuna

    Pedro Soares é técnico de judo do Sporting desde 2007 e há uma semana, em Bucareste, na Roménia, atingiu um dos maiores objetivos pessoais e do clube: vencer a Liga dos Campeões da modalidade, depois de nos últimos três anos ter trazido sempre para casa a medalha de bronze. O técnico leonino explica à Tribuna Expresso como é que este feito foi alcançado. Esta entrevista foi publicada originalmente em 2018 e volta a ser partilhada por ocasião da segunda Liga dos Campeões de Judo pelo Sporting

  • “O prof. Alexandrino, o firme e hirto do Herman SIC, pôs as mãos nos nossos pés descalços e disse: ‘vou dar-vos técnica’. Só rir”

    A casa às costas

    Carlos Fangueiro cresceu no bairro dos pescadores de Matosinhos, iniciou carreira no clueb do coração, o Leixões e saltou para as páginas das revistas quando foi pai de quadrigémeos. Esteve seis anos no V. Guimarães, mas pelo meio foi emprestado ao Maia e Gil Vicente. Depois de uma época na U. Leiria rumou a Inglaterra e depois para a Grécia, onde foi despejado de casa e chegou a comer só cereais por não ter dinheiro para mais. Passou pelo Vizela e Beira Mar, mas só conseguiu ser campeão no Vietname. Regressou ao seu Leixões onde praticamente arrumou as botas. Há oito anos a viver no Luxemburgo onde atualmente é o treinador da equipa líder da 1ª divisão, chegou a acartar sacos de 50kgs e foi camionista para garantir um futuro melhor para os filhos. Adora cinema, chegou a pintar quadros e segundo diz, tinha jeito. Porque no domingo há Luxemburgo - Portugal

  • “Nasci em Paris e jogava num parque onde apareciam skinheads com ratos no ombro e biqueiras de aço. Tinha de os deixar jogar senão...”

    A casa às costas

    Filipe Teixeira jogou até aos 38 anos e está agora a viver a ressaca de quem acabou de pendurar as chuteiras. Quer continuar ligado ao futebol, mas ainda não descobriu como. Por enquanto joga Padel para matar o "bichinho" da competição e vai tomando consciência de que no final do mês já não há dinheiro a entrar na conta. Nasceu em Paris, onde jogou com skinheads com ratos pendurados no ombro, formou-se no Felgueiras, chegou ao seu PSG e esteve quase a jogar em dois dos três grandes portugueses, mas acabou por fazer carreira na Académica, Inglaterra e Roménia, com passagens pela Ucrânia e Dubai

  • André Castro: “Vi a final da Liga dos Campeões que o FC Porto ganhou em 1987 mais de 100 vezes. Já quase sei os comentários de cor”

    A casa às costas

    Depois de aprender os primeiros passes no clube da terra, o Gondomar, o FC Porto chamou-o, apenas com 11 anos. Na ida para os treinos na Constituição chegou a ser assaltado duas vezes, mas nunca desistiu de jogar no clube do coração, onde fez um dos maiores amigos, João Moutinho. Foi emprestado ao Olhanense, onde diz ter aprendido muito com Jorge Costa, estreou-se lá fora, no Sporting de Gijón, e regressou ainda ao FC Porto, antes de iniciar aventura na Turquia, onde ainda joga. Casado e pai de um filho, conta-nos de forma solta e divertida algumas histórias do FC Porto, da seleção, de Ukra e até oferece em primeira mão um vídeo que fez com colegas, imitando o estilo Harlem Shake

  • David Caiado: “Na Polónia, aos 30 minutos racharam-me o maxilar, mas, como ganhava ao minuto, continuei a jogar para não perder 600 euros”

    A casa às costas

    No Luxemburgo, onde nasceu, aprendeu a torcer pelo Benfica, mas foi no Sporting que David Caiado se formou como jogador e homem. Aos 13 anos, já a viver no centro de estágio, sofre a primeira grande cicatriz da vida ao ver o pai ficar numa cadeira de rodas na sequência de um acidente de viação. Depois da estreia no Sporting, de duas épocas no Estoril Praia, euma e meia no Trofense, inicia o percurso além-fronteiras na Polónia, passando por Chipre, Bulgária e Ucrânia, antes de voltar a pisar solo português, no V. Guimarães. Sem conseguir impôr-se devido à incapacidade de lidar com a pressão da expetativa criada, volta a sair, primeiro para os relvados da Ucrânia, depois de Espanha e, por fim, instala-se na Roménia, onde ainda joga. No meio disto tudo é pai, vive de perto a guerra da Crimeia, apanha sustos e foge com dinheiro debaixo dos pés