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Perfil

Rui Duarte Silva

Rui Duarte Silva

Começou a fotografar com 16 anos num programa para jovens se iniciarem em actividades artísticas, financiado pela União Europeia. Frequentou durante dois anos o curso de fotografia da ESAP, Escola Superior Artística do Porto. É fotojornalista do Expresso desde 1994.

  • Miguel foi para Angola para treinar uma equipa, mas acabou por ser o único português a jogar no Girabola. Esta é a história dele

    Entrevistas Tribuna

    Aos 26 anos, Miguel Caramalho retornou ao Porto, após uma época e meia a jogar na Académica de Lobito. Foi à aventura, tentou integrar uma equipa técnica, mas acabou a jogar na equipa que acabou o Girabola num inesperado em 5.º lugar. Na terra natal da mãe, não colheu fama, nem dinheiro, mas o ponta de lança que nunca passou dos Distritais conta que valeu pela experiência de vida. Bem acolhido, elogia a capacidade de resistência dos colegas de equipa, capazes de dar o máxima mesmo somando muitos meses de salários em atraso, movidos por duas razões poderosas: alimentar a família e ter visibilidade para dar o salto para o grande palco do futebol. A fazer um mestrado em Psicologia do Desporto na FADEUP, Miguel vai tentar o regresso aos relvados em janeiro, embora o treino seja a a sua meta futura

  • “Fui levado de maca, não conseguia mexer o ombro e tinha pontos no sobrolho. Arrisquei, mas correu bem”

    Ciclismo

    Há odisseias de superação a gravitar a história da Volta a Portugal, protagonizadas por fugitivos do pelotão do anonimato, sobre-humanos a trepar a montanha dos heróis. Na luta pela amarela, andam sempre no vermelho. O ciclista Rui Vinhas, da equipa W52 - FC Porto, vencedor da Volta a Portugal em 2016, é um desses homens, que uma bicicleta derrubada elevou. A missão, este ano, passava por trabalhar para os chefes de fila, até embater num carro, durante a quinta etapa. Com o ombro deslocado e o sobrolho rasgado, Vinhas manteve a perseverança, intocável sob as escoriações em todo o corpo. Baixinho e leve, lavado em lágrimas, suportou, como um gigante, o enorme peso da dor durante os 120 quilómetros restantes da ligação entre Sabugal e Viseu. Os médicos lembraram-lhe o que aconteceu com Joaquim Agostinho. Os colegas, em choque, pediram-lhe para desistir. Nada o travou. Vinhas continuou. Até ao fim. Tudo para ajudar o “irmão” Raúl Alarcón a conquistar, pelo segundo ano consecutivo, a prova-rainha portuguesa da modalidade

  • “As medalhas não compensam tudo. Há alturas em que fazemos quatro treinos por dia”

    Modalidades

    O corpo do mais destacado canoísta português é como uma máquina. Treinado e alinhado para ganhar, para ir batendo os seus próprios recordes. E este ano já foram vários: a medalha de ouro em K1 1000 metros e a de bronze em K1 500 no Campeonato da Europa, a que se juntou a de ouro em K1 5000 metros e a de prata em K1 500 na primeira Taça do Mundo. Nada mau para um miúdo que foi para a natação porque era hiperativo e, sem planos, se foi tornando campeão. “Os resultados foram aparecendo.” E que desde os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro — de onde toda a gente esperava que voltasse com uma medalha mas onde foi travado pelas folhas das árvores na sua pista — tem transformado a desilusão em vitórias. Fernando Pimenta explica como enfrentou os momentos mais dificeis. Esta semana regressa às competições. Portugal recebe o Campeonato do Mundo de velocidade de canoagem, onde Pimenta é, mais uma vez, o principal candidato às medalhas

  • “Despedir Lopetegui foi uma estupidez. Soubemos que Scolari ia para o Chelsea no Euro 2008 e correu bem”

    Mundial 2018

    Pouco depois de Espanha ter trocado de selecionador, Jorge Andrade ainda não escondia o espanto. Apesar de considerar que a decisão é errada, o central titular do Euro 2004 diz que a notícia é boa para Portugal, que defronta o país vizinho esta sexta-feira, a partir das 19h, na sua estreia no Mundial. Estranha que os jogadores portugueses do Barça tenham ficado fora dos 23 de Fernando Santos, está preocupado com Rui Patrício mas não com a seleção, que tem mais alternativas do que no Euro do nosso contentamento

  • Guedes, o herói da Taça: “Ninguém gosta de fazer o seu trabalho e levar porrada. Esta é uma profissão desgastante em termos psicológicos”

    Entrevistas Tribuna

    Alexandre Guedes bisou no Jamor e foi eleito o herói da final da Taça de Portugal. Aos 24 anos, confessa que foi o jogo da sua vida, tanto mais que a Taça foi ganha pelo modesto Aves, o clube que lhe estendeu a mão após ter sido dispensado da equipa B do Sporting e de ter sido relegado para a bancada no Reus. Foi para a Academia dos leões aos 11 anos, seguindo as pisadas de Figo e Ronaldo, jogadores que admirava. Pesa-lhe a consciência quando não deixa tudo em campo, prefere brincar com os filhos a assistir a programas de futebol com os quais não aprende nada e defende medidas mais duras para dar segurança aos jogadores

  • Rui Quinta: “A primeira vez que me sentei no banco do FC Porto, o gajo que estava ao meu lado bateu-me: 'Ei, tens de respirar, pá'”

    No banco com os misters

    Rui Quinta já era treinador principal há largos anos - no Paredes, no Gil Vicente, no Penafiel - quando, em 2011, Vítor Pereira lhe ligou para que fosse seu adjunto no FC Porto. "E eu disse assim: 'Ó Vítor, estás a brincar comigo?' [risos]". Atualmente, treina o Sporting de Espinho, clube histórico que está no Campeonato de Portugal, e não tem vergonha de dizer que aprendeu muito em mais de 20 anos de carreira: "Olho para trás e deito as mãos à cabeça. Digo assim: 'Ai meu Deus do céu, eu matei tanto jogador, dei tanto pontapé, Deus me acuda e guarde'"